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“‘Sou uma criança de 12 anos!’ Amanda Maria Souza, 37 anos, choca famílias brasileiras com farsa macabra — veja como a verdade veio à tona!”

Amanda Maria Souza de Oliveira, uma mulher de 37 anos, entrou para a história recente do Brasil como uma das golpistas mais audaciosas e perturbadoras. Conhecida por enganar famílias e instituições sob a máscara de uma criança autista de apenas 12 anos, ela ganhou notoriedade como a “OFAN brasileira”, uma referência ao famoso caso internacional de fraudes semelhantes. Sua história mistura manipulação psicológica, abuso de confiança e um cuidado meticuloso para manter a farsa por anos — até ser descoberta por um exame médico que não deixava dúvidas sobre sua verdadeira idade.

O modus operandi de Amanda era meticulosamente estudado. Ela frequentava casas de famílias que demonstravam compaixão, muitas vezes participava de igrejas ou se aproximava de ONGs, sempre apresentando o mesmo discurso dramático: precisava de uma família, sonhava em ser adotada, sofria abusos e precisava de cuidados especiais. O tom emocional e a suposta vulnerabilidade tornavam suas vítimas sensíveis e dispostas a ajudar, oferecendo dinheiro, moradia ou cuidados.

Uma das famílias, ainda traumatizada, revelou que a experiência foi a “maior vergonha de suas vidas”. Segundo eles, a sensação de terem sido enganados por uma adulta que se passou por criança foi devastadora. “Como acreditamos em alguém assim? É inacreditável”, confessaram. Essa impressão de vulnerabilidade manipulada fazia com que pessoas de bom coração se tornassem presas fáceis da golpista.

A farsa de Amanda começou a desmoronar no momento em que ela foi levada a um hospital alegando ter sido vítima de violência sexual. Lá, o médico responsável percebeu imediatamente que sua estrutura óssea não correspondia à de uma criança de 12 anos. “Conheço a estrutura óssea de uma pessoa de 10, 12, 20 ou 30 anos. Essa aqui é claramente adulta”, relatou o profissional. O exame de densidade óssea confirmou: Amanda não tinha 12 anos, tinha 37.

Outro detalhe perturbador descoberto no hospital foram as múltiplas agulhas espalhadas pelo corpo de Amanda. A mulher se espetava com agulhas, fingindo dor ou necessidade de ajuda, para sensibilizar suas vítimas e obter recursos financeiros. Esse comportamento foi associado a uma condição rara onde a pessoa não sente dor, mas Amanda usava isso como artifício para reforçar sua narrativa de autismo e abuso, garantindo que a empatia das vítimas fosse explorada ao máximo.

O golpe de Amanda não ficou restrito a uma única região. Ela viajou por diversas cidades do país, assumindo diferentes identidades. Em 2023, por exemplo, aplicou o mesmo esquema em uma ONG no Rio de Janeiro, apresentando-se como “Duda”, alegando sofrer bruxaria e abusos sexuais. Em outro episódio, chegou a alugar uma kitnet em Nova Iguaçu, mas sempre buscava mais — insistindo para ser levada para casas de famílias, ampliando o círculo de manipulação.

O caso mais recente ocorreu no norte de Santa Catarina, na cidade de Joinville. Amanda vivia com uma família local que possui um comércio na região de Piraberaba. Os moradores, profundamente abalados, optaram por não conceder entrevistas, mas relataram o trauma vivido nos últimos meses. A polícia interveio após denúncias e exames confirmaram a incompatibilidade de idade óssea com a versão apresentada pela golpista.

A defesa de Amanda alegou a necessidade de exames de sanidade mental, reconhecendo que a suspeita apresentava elementos complexos de comportamento psicológico. No entanto, a justiça converteu sua prisão em flagrante em preventiva, e ela está atualmente detida no presídio feminino de Joinville. Autoridades reforçam que novas investigações podem surgir, considerando o histórico de múltiplas vítimas e fraudes em diferentes estados brasileiros, como São Paulo, Bahia e Goiás.

Especialistas em psicologia criminal e comportamento humano apontam que golpes desse tipo exploram profundamente a empatia e vulnerabilidade humanas. Amanda combinava narrativa convincente, aparência adaptada à idade falsa e manipulação emocional, criando uma teia de engano extremamente eficaz. Famílias e instituições afetadas agora enfrentam não apenas perdas financeiras, mas trauma emocional e desconfiança.

O caso também levantou debates sobre mecanismos de proteção e verificação, especialmente em contextos de adoção, ONGs e instituições de caridade. Muitos especialistas sugerem que exames médicos e verificação de idade podem prevenir que fraudes semelhantes continuem ocorrendo, enquanto ainda se preserva a sensibilidade e a ajuda a verdadeiras vítimas de abuso.

O impacto de Amanda Maria Souza na sociedade brasileira é duplamente alarmante: além do golpe em si, revela como a confiança e a compaixão humanas podem ser exploradas, reforçando a necessidade de cautela, verificação de fatos e suporte psicológico para vítimas. A história segue em investigação, com novas denúncias e relatos surgindo constantemente.

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