NOVA DESCOBERTA CHOCANTE DA POLÍCIA: O VÍDEO MACABRO QUE DESMASCARA O “CRISTÃO” ASSASSINO!

Essa maldita lei que defende as mulheres para ficar humilhando os homens. As traem e o homem tem que ficar calado porque se falar alto com elas elas mandam prender. Foi isso que o Wendel dos Santo Silva publicou nas redes sociais logo após seifar a vida da sua noiva Lidiane Ferro da Silva. Depois de uma discussão por conta de uma simples aliança, um dos crimes mais chocantes já ocorridos no Mato Grosso foi registrado por câmeras de segurança, evidenciando a crueldade de um homem incapaz de aceitar uma mulher livre. Antes de continuar o
vídeo, eu vim aqui com a Gaia e o Yuk para apresentar o meu canal para vocês. Meu nome é Bianca Marcheso e esse aqui é o maior canal de casos criminais focados em feminicídio e violência contra a mulher. Todos os roteiros dos vídeos aqui do canal são feitos com base em matérias e reportagens sobre os casos, sempre com foco na conscientização sobre o tema.
E para não deixar com que as histórias das vítimas de feminicídio caiam no esquecimento, não deixe de se inscrever aqui embaixo no canal. Saem vídeos de toda segunda, quarta e sexta às 8 horas da noite. E se vocês precisarem entrar em contato comigo, eu vou deixar o meu e-mail aqui na descrição. Todos secados dados. Bora pro vídeo. Lady Anne Ferro da Silva tinha apenas 43 anos quando tudo aconteceu em abril de 2024.
Leide, como era apilidada carinhosamente, morava em Peixoto de Azevedo, um município no norte do Mato Grosso, a 692 km de Cuiabá, com pouco menos de 35.000 habitantes. No ano de 2017, a Lidiane conseguiu um emprego como contadora na cooperativa dos garimpeiros do Vale do Rio Peixoto, a Colgavp. E na época do caso, ela já assumia o cargo de diretora.
Quando conseguiu a vaga, ela ficou extremamente feliz com a oportunidade e agradeceu muito a Deus, já que o cargo a faria mudar de vida e conseguir dar o melhor pro seu filho, Gustavo Michel, de 17 anos na época, cerca de 5 anos antes de tudo acontecer, a Lady Anne conheceu um homem de 37 anos chamado Wendel dos Santo Silva, mais conhecido como Xcheu.
Ela e o Xu então firmaram um relacionamento e no dia 31 de dezembro de 2023, 4 anos depois, a Lady Anne anunciou publicamente por meio do Facebook que estava noiva do Wendel. É importante frisar que o Wendel também já era pai de uma jovem chamada Kathyn Jaqueline. E com a união do casal, o Gustavo, filho da Lady Anne e a entiada dela, a Kathlyn, passaram a viver como irmãos.
Em depoimento, a Kathlyn contou que o seu pai e a sua madrasta, quando estavam juntos, pareciam ter um relacionamento tranquilo. Eles viviam numa casa que pertencia à Lady Anne, mas o Wendel ajudava nas despesas e na organização da residência. Segundo a jovem, o seu pai chegava a desmarcar compromissos para ficar com a Lady Anne, mas ele sempre [música] esteve presente e próximo dela e do filho, demonstrando certo cuidado como pai.
Acontece que durante os 5 anos de união, a relação do Wendel com a Ladyane foi marcada por várias idas e vindas, brigas e desentendimentos por motivos tanto financeiros como de possessividade. Isso porque, segundo o Gustavo, filho da contadora, o seu padrasto demonstrava ciúmes excessivos, fazia ameaças psicológicas e tentava controlar a vida da mãe dele, impedindo-a de sair ou de manter amizades.
O jovem descreveu que as brigas eram constantes, que a mãe era frequentemente ameaçada e que a Ladyane tentou encerrar o relacionamento por várias vezes. Segundo o Gustavo, os dois chegaram a romper diversas vezes, mas eles sempre voltavam. Ele presenciou discussões verbais e afirmou que um dia antes do crime a sua mãe tentava novamente se separar do Wendel.
A maior parte das brigas era causada pelo ciúme doentil do Wend, que não aceitava a liberdade da esposa e ainda ficava ressentido com o fato de ele ganhar menos do que ela. Falando um pouco sobre o passado do Wendel, ele já tinha histórico de agressões contra outras companheiras e já tinha sido denunciado por outros casos de violência doméstica antes do crime.
A própria Kathle relatou que o seu pai sempre foi muito ignorante com as mulheres com quem ele se relacionava. E na época ele respondia a um processo de violência doméstica contra uma ex-mulher, fora por lesão corporal, ameaça e descumprimento da medida protetiva. Outros boletins de ocorrência eram da própria Lady Anne, que vinha tentando terminar o relacionamento há bastante tempo, devido também à violência doméstica.
E o xixeu nunca aceitava o fim e agredia a noiva. Uma amiga de longa data da Lady Anne chamada Ana Paula, que mantinha uma amizade há 24 anos e tinha grande afeto por ela, relatou que a única coisa que sabia do relacionamento da vítima com Wendell era que ele era extremamente ciumento. Ela também afirmou que a Lady Anne nunca lhe confidenciou agressões sofridas, porém na semana do crime, a Lady Anne teria lhe dito que não aguentava mais conviver com o Wendel e que estava decidida a alargá-lo.
A última agressão cometida pelo Wendel contra a Lady Anne aconteceu no dia 1o de fevereiro de 2024, no mesmo ano do crime, quando a contadora foi surpreendida pelo Wendel na cozinha da sua própria casa. Imagens chocantes mostram o homem aplicando um golpe conhecido como mata leão na vítima, derrubando-a no chão até provocar a sua queda.
E quando ela já estava no chão, o homem foi até uma das prateleiras da cozinha e pegou um objeto cortante. Após tentar tirar a vida da Lady Anne comprimindo as suas vias respiratórias, a mulher conseguiu se recuperar e registrou um boletim de ocorrência contra o noivo. E após essa ocasião, ela continuou tentando se separar dele e tirá-lo da sua casa.
Até que, no dia 15 de abril de 2024, uma segunda-feira, as câmeras de segurança internas da casa da Lady Anne registraram uma outra cena violenta e dessa vez fatal. Na manhã daquele dia, a Lady Anne tinha convidado o Wendel para uma conversa na tentativa de terminar de vez a relação. Por volta de umas 11:30 da manhã, ela terminou de fazer o almoço e ambos se sentaram na mesa da cozinha.
A ideia da Ladyane era ter uma conversa saudável. Ela afirmou que não estava mais dando certo, porém o Wendel disse que não iria embora da casa dela. A Lady Anne então achou melhor chamar a filha do Wendel, a Kathlyn, para participar da conversa e ver se ela conseguia convencer o pai a deixar a residência.
A Kathley então foi lá, conversou com o pai, pediu que ele fosse embora, já que ultimamente o casal só brigava. O Wendel então concordou com o pedido da filha e ele até começou a fazer as suas malas. Porém, nesse momento, o filho da Lady Anne, o Gustavo, tinha acabado de chegar da escola e foi até o quarto dele para se arrumar, para ir trabalhar.
Ele ouviu o momento em que a mãe e o padrasto conversavam, parecendo que finalmente iriam terminar. O clima parecia ter ficado um pouco melhor, já que o Wendel tinha concordado em sair e ele deixou a mesa da cozinha e foi até a dispensa pegar um copo de água. Então, a Kathlyn e a Lady Anne continuaram almoçando e a contadora foi servir a sua comida no fogão.
Foi nesse momento em que Wendel retornou à cozinha e pediu a aliança da Lady Anne para ele levar embora, mas ela se negou a entregar o objeto porque foi ela quem comprou. E então o Wendel perguntou se ela queria guardar a aliança para usar com outro homem. A Lady Anne respondeu que se ele quisesse usar a aliança dele com outra mulher que ele poderia.
E então, furioso, o Wendel pegou um objeto cortante e foi para cima da noiva, surpreendendo-a com inúmeros golpes. A Kathn começou a gritar e o Gustavo, muito preocupado, saiu do quarto e foi até a cozinha, presenciando a sua mãe caída no chão após o ataque. E nas suas últimas palavras, ela disse: “Morri!” Tudo aconteceu pouco antes do meioia e50, mas nem a Kathle e nem o Gustavo conseguiram visualizar totalmente o ataque, uma vez que a jovem estava virada de costas e o filho ainda estava no quarto.
No entanto, toda a ação foi gravada pelas câmeras de segurança da residência. A maioria dos golpes foram aplicados na região das costas da mulher, próximo à Nuca. E mesmo com ela no chão, o Wendel continuou, inclusive acertando ela com chutes. Naquele momento, o Gustavo surgiu no cômodo e tentou impedir o ataque, mas ele foi ameaçado pelo padrasto.
O Wendel chegou a correr atrás dos dois menores que precisaram fugir correndo e se esconder enquanto pediam socorro. O Wendel então desistiu da perseguição e na frente das câmeras ele tentou simular que tiraria a própria vida atando uma corda no teto da residência. Porém, pelas imagens é possível ver que ele não consegue realizar o ato, já que a sua intenção nunca foi tirar a própria vida, mas simular um arrependimento.
Ele então foge do local em uma motocicleta Honda de cor vermelha e preta. A polícia foi acionada pelos filhos por volta de 1 hora da tarde e quando a equipe policial se deslocou até o endereço, encontrou o corpo da Lady Anne com muitas marcas de perfuração. A guarnição acionou o serviço de atendimento médico de urgência que constatou o óbito da vítima.
A cena do crime foi isolada e as equipes da perícia oficial e identificação técnica e a Polícia Civil foram acionadas pros procedimentos cabíveis e as equipes começaram intensas diligências a fim de localizar o suspeito do feminicídio. Acontece que enquanto estava foragido, o Wendel usou as redes sociais para fazer uma publicação revoltante.
Na sua página no Facebook, ele tentou justificar o crime insinuando que a vítima teria o traído. No texto, o Wendel também afirma que era humilhado pela companheira, além de alegar que a lei Maria da Penha foi criada para que as mulheres humilhassem os homens. Ele escreveu: “Essa maldita lei que defende as mulheres para ficar humilhando os homens.
As vagas traem e o homem tem que ficar calado porque se ele falar alto com elas, elas mandam prender. Pois agora vocês vão me prender muito, leada. essa que eu fazia tudo por ela e ela ainda vinha me chamar de doente porque eu só pedia para ela não pisar na bola comigo. Eu levantava às 4 horas da manhã, de domingo a domingo, para dar o melhor para ela e ela ainda tinha a coragem de me humilhar lei dos, escreveu o Wendel na publicação, porém além de compartilhar publicamente o seu desprezo pelas mulheres e pelas leis criadas para nos proteger dos criminosos
como ele e pelas leis criadas para nos proteger de criminosos exatamente como ele, o Wendel ainda usou dos cinco dias que permaneceu foragido para enviar mensagens ofensivas e ameaçadoras a Ana Paula, a melhor amiga da Lady Anne. A Ana Paula precisou procurar uma delegacia após receber as mensagens do foragido no seu celular, fornecendo as imagens da conversa e afirmando que ela temia pela própria vida.
Isso porque o Wendell enviou a seguinte mensagem para ela: “Oi, Vaga, está satisfeita agora? Você vivia chamando ela para sair para se bronzear”, escreveu ele. Familiares e amigos da Lady Anne ficaram estarrecidos com o caso e com o que o Wendel vinha fazendo após o crime. O velório da Lady Anne aconteceu na noite do dia 15 de abril no pavilhão da Igreja Católica em Peixoto de Azevedo.
Pelas redes sociais, amigos e familiares cobraram justiça. “Descanse em paz, Lady, mulher incrível”, disse uma amiga. “E quando isso será uma prática comum? que a justiça seja feita”, escreveu outra pessoa. A Associação de Apoio e Proteção à Mulher em Situação de Violência Doméstica também lamentou o ocorrido, escrevendo com profundo sentimento de fracasso, impunidade e desrespeito à vida”, dizia um trecho do comunicado.
Até a prefeitura de Peixoto também divulgou uma nota de pesar com as mais sinceras condolências, até que 4 dias após o crime, o Wendel finalmente se entregou à polícia, sendo preso na sexta-feira, dia 19 de abril. De acordo com a Polícia Civil, o Wendel se apresentou na presença do seu advogado na delegacia de Terra Nova do Norte, a 40 km do município onde o crime ocorreu.
No local, ele teve a ordem de prisão preventiva cumprida. Ele foi interrogado no sábado, mas permaneceu em silêncio durante todo o depoimento. Posteriormente, ele foi colocado à disposição da justiça. No dia 6 de maio de 2024, o Wendel se tornou réu pelo feminicídio da companheira Lady Anne, após a juíza do caso acolher a denúncia do Ministério Público do Mato Grosso.
No dia 23 de outubro daquele mesmo ano, o juiz reavaliou o decreto da prisão do Wendel e o manteve preso por considerar a e a frieza ao tirar a vida da própria companheira. Na decisão, o magistrado pontuou que, considerando o tempo que o Wendel estava preso, de acordo com o Código de Processo Penal, era necessário revisar a necessidade da privação da sua liberdade.
Ele destacou que o crime ficou comprovado pelas informações dos boletins de ocorrência, pelas declarações das testemunhas e imagens registradas por câmeras de segurança. Ele disse também que o decreto de prisão estava perfeitamente justificado e desde então não houve qualquer alteração nos fatos ou informação nova que justificasse a revogação da medida.
Um trecho da decisão dizia: “O decreto preventivo em face do acusado se deu pela garantia da ordem pública, especialmente pelo cometimento do crime com elevado grau de reprovabilidade e brutalidade e pela frieza do seu autor, na medida que a infração foi praticada na presença da sua filha e do filho da vítima, justificando por si só a custódia antecipada do suspeito.
” Após o cometimento do delito, o representado empreendeu Fuga, que de sorte só foi encontrado no dia 19 de abril de 2024, o que demonstra a necessidade de decreto da custódia cautelar pro fim de aplicar a lei penal e paraa conveniência da instrução, neste caso, para que ele não ameasse as testemunhas presenciais da ocorrência”, disse o juiz ao manter a prisão.
Até que em setembro do ano seguinte, o Tribunal do Júri de Peixoto de Azevedo informou que o julgamento do Wendel do Santo Silva aconteceria no dia 18 daquele mês, com o início às 8 horas da manhã, no plenário do Fórum da Comarca de Peixoto de Azevedo, e seria transmitido ao vivo pelo canal do YouTube do TJMT. Durante a instrução, o Ministério Público pediu a pronúncia do acusado por feminicídio qualificado por motivo torpe e por dificultar a defesa da vítima.
A defesa ainda tentou afastar a qualificadora do motivo torpe, alegando que o inconformismo com o fim do relacionamento não se encaixaria nesse conceito. O juiz decretou a pronúncia do Wendel em novembro de 2024, decisão confirmada em segunda instância após um recurso da defesa com a data marcada. O caso seria julgado em 1 ano e 5 meses após a distribuição do processo, atendendo a meta do Conselho Nacional de Justiça de garantir que as ações de feminicídio fossem levadas a juri popular em até 2 anos.
Devido à grande repercussão pública do caso e a limitada capacidade do plenário, que comporta apenas 40 pessoas, o juiz determinou algumas regras paraa realização da sessão de julgamento. As medidas visavam assegurar o correto e ordenado desenvolvimento dos trabalhos, além da segurança de todos os envolvidos. Seriam reservados lugares pra família da vítima, pra família do acusado, pra imprensa e também pro público em geral.
Em relação à imprensa local, fotos e vídeos estavam autorizados. desde que não registrasse os jurados, sendo igualmente vedada qualquer publicidade aos seus nomes ou a características que permitissem o seu reconhecimento. No dia do júri, o Wendell chegou no fórum segurando uma Bíblia, tentando vender uma imagem de homem cristão arrependido.
No seu depoimento, o Wendel culpou a Lady Anne pelo crime, acusando-a de tê-lo humilhado constantemente durante os 5 anos em que se relacionaram. O ré falou por cerca de 45 minutos, narrando que no dia do crime o casal decidiu pela separação e foi quando ele teria pedido as alianças de volta. A lei de Anne teria se recusado a dar o objeto e ele então questionou se ela queria usá-lo com outra pessoa.
A resposta da vítima, segundo ele, foi que cada um poderia usar com quem quisesse, porque foi ela quem pagou. A promotora perguntou se ele se lembrava do que aconteceu depois, mas ele negou. e disse que só se lembrava de ter pegado a faca. Em meio a falsas lágrimas, o Wendell contou sobre o suposto relacionamento conturbado que tinha com a vítima.
Ele alegou que sofria de violência psicológica por parte dela. O Wendel ainda disse que nunca tinha agredido a Lady Anne, porém essa afirmação foi contestada pela acusação. Segundo ele, devido a Lady Anne ter melhores condições financeiras, ele não podia dar palpites dentro de casa, nem perguntar sobre a vida dela, onde ela ia, até o dia em que ela teria jogado na cara dele que não ficaria com ele somente porque ele estava pagando uma conta de luz ou uma de água e que ela poderia arrumar uma coisa melhor.
E depois disso eles terminaram. Um ano depois, de acordo com o Wendel, eles reataram o relacionamento, ocasião em que a Lady Anne teria prometido não machucar com palavras. Porém, 4 meses depois, ela teria começado a ofendê-lo novamente e até alegou uma possível traição por parte da vítima. O réu também detalhou episódios de separações e reconciliações, conflitos por questões financeiras, ciúmes e situações em que ele se sentiu humilhado.
Dentre as lembranças, ele mencionou a doença do seu pai e a convivência com a Lady Anne, incluindo viagens e datas comemorativas como aniversários e o reveillon de 2023. O Wendel também relatou discussões sobre alianças, ciúmes e interações da Lidiane com outros homens, afirmando que ela havia feito diversas provocações e críticas.
Ele contou que em momentos de tensão houve discussões que envolveram fotos antigas, finanças domésticas e acusações pessoais, dizendo também que após brigas e períodos de separação, o casal sempre reatava, mesmo em meio a dificuldades pessoais, incluindo a internação e a perda do pai do Wendel. Ele afirmou que manteve contato com a Ladyane e tentou reconciliar a relação, descrevendo o relacionamento como marcado por amor, mas também por desentendimentos.
Em uma das suas falas, o Wendel disse: “Ela me rebaixava porque eu não tinha boas condições financeiras, mas eu nunca fui vagabundo. Trabalho desde os 12 anos. Quando brigamos, ela disse que não tinha condições de ficar com um homem que só paga um talão de luz e água, pois ela arrumava coisa melhor e eu saí da casa dela”, disse o réu.
Por fim, a promotora questionou o por Wendel continuou com a vítima, já que ele a acusava de ser uma pessoa que o humilhava e o ofendia durante o relacionamento. A promotora disse: “O senhor só narrou fatos contrários à vítima, que não está mais aqui para se defender. Por que o senhor não deu fim a esse relacionamento? Por que o senhor ela? Se ela fez tanta coisa com o senhor, te humilhou tanto? Por que ficou 5 anos com a vítima? Porque o senhor não tomou iniciativa para terminar o relacionamento que o senhor tanto
sofria?” É muito simples a gente imputar a culpa para quem não está mais aqui para se defender”, disse ela. Após o questionamento, o Wendel permaneceu em silêncio por alguns momentos, afirmando apenas que ainda existia um sentimento entre eles e que tentava lidar com o luto e com dificuldades pessoais. Ele confessou ter agredido a noiva meses antes do crime, aquela situação que ficou gravada, e confessou também ter publicado a mensagem ofensiva no Facebook e ainda ameaçado a amiga da Lady Anne. A promotora também chamou a
atenção paraa divergência sobre a situação financeira do Wend. No interrogatório dele, ele afirmou receber cerca de R$ 6.000 por mês como garimpeiro, mas durante o julgamento ele se colocou como financeiramente dependente da vítima. Diante disso, a promotora questionou se ele havia faltado com a verdade ao declarar a sua renda.
O ré respondeu que o valor mencionado se referia ao início do relacionamento e ele alegou que naquele período ajudava o pai dele com o dinheiro que recebia. Paraa a promotora, era revoltante ver o feminicida chorando na sessão de julgamento na tentativa de sensibilizar os jurados. Ela disse que ele foi muito homem para tirar a vida dela, publicar nas redes sociais e ofender amigas da vítima.
Mas no tribunal ele estava chorando, se fingindo de coitado. O julgamento ainda contou com o depoimento de ambos os filhos do ex-casal, que descreveram o ciúme excessivo do Wendel. Visivelmente emocionado, o Gustavo, que havia acabado de completar a maioridade, disse que passou a viver com a sua avó e a carregar a cena do crime na memória.
Ele disse que só queria que o padrasto apodrecesse na cadeia. Na tentativa de derrubar a qualificadora de motivo torpe, a advogada de defesa afirmou que o comportamento do réu ao tirar a vida da companheira foi compreensível, tendo em vista que ele foi provocado durante a discussão do casal. Essa fala da advogada revoltou os presentes no júri, já que ela culpou a lei de Anne pelo crime.
Em uma de suas falas, a advogada disse: “O sentimento que ele teve, muito provavelmente qualquer um de nós aqui teria. [música] Não que justifique ou autorize a tirar a vida de alguém, mas já havia um prévio acordo, já havia uma discussão acerca deste fato. Infelizmente, ele perdeu o controle. Não deveria ter agido daquela forma? Com certeza não.
Se a gente dissociar a cena violenta do crime, é perfeitamente compreensível que ele tenha sido tomado pela violenta emoção, pelo nível da discussão que tiveram”, disse a advogada. O julgamento foi tão polêmico que várias partes dele, como trechos do interrogatório e da leitura da sentença, foram divulgadas nas redes sociais e viralizaram, somando milhares de visualizações.
Até que, após 6 horas de júri, o réu Wendel dos Santo Silva foi condenado a 31 anos e 6 meses de prisão em regime fechado. Ele também foi condenado a pagar R$ 150.000 [música] por danos morais à família. Os jurados consideraram as qualificadoras de motivo torpe emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima, feminicídio, além do aumento de pena pelo crime ter sido praticado na presença do filho dela.
Na leitura da sentença, o juiz destacou que o réu apresentava traços de misoginia, revelando o desprezo pela condição feminina, comportamento que vai além do elemento normativo, e ele qualificou o delito como feminicídio. O magistrado também evidenciou a característica da personalidade dele pautada no ódio e na inferiorização não só da mulher, mas como do sistema protetivo legal.
A condenação do Wendel saiu em tempo recorde e o estado do Mato Grosso apresentou à sociedade uma resposta firme e célere no enfrentamento aos crimes de feminicídio, reforçando o compromisso do judiciário com a responsabilização dos autores e a proteção das vítimas. E essas são as últimas notícias que temos do caso.
Leidiane Ferro da Silva foi mais uma vítima de feminicídio que aconteceu aqui no Brasil. >> >> Bom, gente, esse foi o caso de hoje. comenta aqui embaixo alguma mensagem de apoio pr as famílias das vítimas que muitas vezes assistem aos vídeos e compartilhe o vídeo para apoiar meu trabalho. Até o próximo vídeo. Beijos.