Francesca visita o túmulo do Artur, raspa as unhas na foto e o que acontecerá em seguida não tem explicação. Finalmente, o segredo dessa mulher virá à tona com uma grande missão que ela precisa cumprir. Isso acontece depois que Francesca aparece no cemitério no fim da manhã, vestida de preto, caminhando devagar entre os túmulos, como se conhecesse cada pedra daquele lugar.
Ela não olha para os lados, não cumprimenta ninguém, não pergunta por ninguém, vai direto ao túmulo de Artur Brandão, para diante da foto dele e passa os dedos sobre o nome gravado. Por alguns segundos, fica imóvel, como se estivesse ouvindo uma voz que ninguém mais consegue escutar. Então se deita sobre o túmulo, abre os braços em direção ao céu e sussurra.
Agora, nesse exato momento, o sol começa [música] a desaparecer. O dia vira à noite por alguns segundos. Um funcionário do cemitério larga a mangueira no chão, assustado com aquela escuridão repentina. As flores ao redor do túmulo se mexem sem vento e Francesca continua deitada com os braços estendidos como se estivesse segurando o próprio eclipse.
Quando a luz volta, ela se levanta lentamente, encara a foto de Artur e começa a riscar a imagem com a unha. O som é seco, incômodo e estranho. Depois do terceiro risco, a fotografia se solta inteira da placa e cai nas mãos dela. Francesca olha para a imagem e fala baixo: “Você ainda não terminou”. O que Francesca parece não saber é que uma câmera de segurança do cemitério grava tudo, ou pelo menos deveria gravar, porque na imagem vista ao vivo, os funcionários enxergam apenas o corredor vazio, o túmulo de Arthur e o céu escurecendo.

Francesca não aparece nas imagens, só parece uma sombra branca sobre a pedra, deitada exatamente onde ela estava. Francesca guarda a foto de Artur dentro do casaco e vai embora como se nada tivesse acontecido. No fim da tarde, ela aparece na banca de flores onde toniel trabalha. O velho leva um susto quando a vê.
A senhora de novo? Francesca observa os arranjos e aponta para uma flor branca, a mais simples de todas. Quero essa. O Toniel pega a flor desconfiado. Hoje vai pagar como moeda é da antiga também. Francesca abre um sorriso pequeno e entrega uma nota comum. [roncando] Otoniel confere o dinheiro, mas quando levanta os olhos, ela já está indo embora.
Otoniel olha para a mão e sente o coração apertar. No lugar da nota está a foto de Artur, que ficava no túmulo. Ele quase deixa a flor cair. Mas que brincadeira é essa? Vira a foto e encontra um código escrito atrás com letras esquisitas, números e símbolos que parecem ter sido riscados com pressa. Otoniel chama por Francesca, mas ela desaparece completamente.
O velho fica olhando para aquele verso, tentando decifrar uma frase escondida entre os sinais. A única coisa que consegue reconhecer é uma palavra que parece estar escrito Adriana. Na cadeia, Adriana dorme sentada no canto da cela, cansada de chorar e de ouvir que ninguém acredita nela. De repente acorda com uma sensação fria na palma da mão.
Quando abre os dedos, encontra uma pulseira hospitalar antiga, amarelada, com um nome quase apagado, Francesca. Ao lado do nome há um número de prontuário. Adriana se levanta assustada. Quem colocou isso aqui? A cela está vazia. Só existe uma flor branca no chão, encostada na grade, como se alguém tivesse acabado de passar por ali sem fazer barulho.
Pilar aparece na delegacia pouco depois, elegante, perfumada, com o sorriso de quem veio assistir à dor alheia. Ela olha para Adriana e fala: “Você está com uma cara péssima, até parece que dormiu mal. A cadeia não combina com noiva rica, combina? Adriana aperta a pulseira na mão e responde: “Você sabe que eu sou inocente?” Pilar ri.
Inocente sem prova é só uma palavra bonita. Artur caiu. Você estava lá e agora a fortuna vai voltar para quem sempre soube usar. Adriana encara a vilã. Você tem medo de alguma coisa, Pilar? Pilar perde o sorriso por um segundo, mas disfarça. Eu só tenho nojo de gente que sonha alto demais. Enquanto isso, o Toniel chega em casa chamando Maum Mau com urgência.
O rapaz aparece reclamando, mas muda de expressão ao ver a foto de Artur. Otoniel diz: “Essa foto estava no túmulo dele hoje de manhã. Agora apareceu na minha mão. Ma Mau pega a imagem e vira o verso. Que letras são essas? O Toniel responde: “É isso que você vai descobrir. Pesquisa [música] tudo, símbolo, número, nome, qualquer coisa.
Maau começa a procurar no notebook. A primeira pista surge quando ele percebe que parte dos números parece um registro hospitalar antigo. Maau digita o número junto do nome Francesca e encontra uma página quase esquecida de uma clínica particular de luxo. O arquivo não abre inteiro, mas mostra uma informação suficiente para gelar os dois.
paciente em estado prolongado de inconsciência. O Toniel fica sem entender. Como assim? Eu vi essa mulher hoje. Ela comprou flor comigo. Ma mal ma engole em seco. Tem algo de errado nessa história. Toniel olha para a foto de Artur, depois para o código. Então quem veio buscar essa foto? A gravação do cemitério é requisitada por Pedro, que tenta encontrar qualquer pista para ajudar Adriana.
Quando ele assiste ao vídeo com Otoniel e Maau, ninguém diz nada por alguns segundos. A câmera mostra o eclipse quando tudo escurece. Em vez do túmulo é mostrado uma cama e em vez de Francesca deitada no túmulo, aparece uma mulher dormindo na cama. O mais assustador é que quando a foto de Artur se solta do túmulo, a mão da mulher na cama se move ao mesmo tempo.
Pedro recua da tela. Essa gravação pode mudar tudo. Toniel decide ir até a clínica com Maau e Pedro. O prédio fica em uma região nobre, escondido atrás de muros altos e jardins impecáveis. Na recepção, uma funcionária tenta impedir a entrada, mas Pedro mostra documentos e exige falar com a direção.
Quando o nome Francisca é citado, o clima muda. Uma enfermeira mais velha aparece no corredor e pergunta: “Quem falou esse nome para vocês?” Toniel mostra a pulseira que Adriana recebeu na cela. A enfermeira fica pálida. Essa pulseira estava guardado no quarto dela. Vocês não estão preparados para o que podem encontrar aqui.
Eles entram no quarto e Otoniel leva um susto com o que vê na sua frente. A mulher da banca de flores, na verdade está dormindo em coma por mais de 15 anos. Ela está em uma cama branca, exatamente como na gravação do cemitério. O Toniel quase não respira. É, ela é a mulher da banca. Ma, ma mal, sussurra, mas ela não podia estar lá. Pedro se aproxima da cama e vê uma foto antiga escondida no criado mudo.
É Artur, mais jovem ao lado de Francesca, com uma dedicatória. A única pessoa que nunca acreditou nas mentiras da minha família. Otoniel toca de leve a mão dela e fala: “Francesca, se foi a senhora que me chamou, eu cheguei.” Nesse instante, os aparelhos começam a apitar de forma controlada.
Francesca abre os olhos, a enfermeira leva a mão à boca, emocionada. Mau dá um passo para trás. Francesca olha primeiro parael, depois para a foto de Artur na mão dele. Sua voz sai fraca, mas clara. Eu esperei 15 anos por isso. Pedro pergunta: “Por quê? O que a senhora sabe sobre o Artur?” Francesca fecha os olhos por um instante, como se ouvisse alguém por perto, e responde: “Arthur sabia que seria traído.
Ele só não sabia se teria tempo de provar. Francesca pede para que abram a gaveta trancada do criado mudo. Dentro há um pequeno gravador antigo, uma carta e um cartão com o mesmo código escrito atrás da foto. Pedro coloca o gravador para tocar. A voz de Arthur preenche o quarto. Se essa mensagem chegou até vocês, é porque Francesca encontrou o caminho de volta. Adriana é inocente.
Quem estava comigo antes da queda não era ela. Otoniel sente os olhos encherem de lágrimas. Pedro segura o gravador com força, como se aquela voz fosse a primeira luz real depois de tanta mentira. A gravação continua. Artur diz que começou a desconfiar da própria família depois de ver Pilar tentando controlar os seus remédios, seus documentos e seus acessos.
Ele conta que visitou Francesca em segredo porque ela sabia de algo antigo sobre os Brandão. A voz dele falha, mas segue firme. Pilar não queria apenas a minha fortuna. Ela queria apagar qualquer pessoa que pudesse provar que ela já manipulava a família há anos. Francesca olha para Pedro e completa.
Naquela noite, o Artur gravou uma conversa. Não, no apartamento. Antes aqui. Pedro encontra um segundo arquivo dentro do gravador. Nele, Pilar aparece conversando com uma pessoa não identificada, [música] dizendo que Adriana seria perfeita para levar a culpa, porque todos acreditariam que uma mulher pobre quis a fortuna. A voz de Pilar sai limpa.
Depois que Artur sair do caminho, a viúva vai ser o problema mais fácil de resolver. Pedro fica em silêncio por um instante. Ma mau fala o que todos estão pensando. Isso tira a Adriana da cadeia. Francesca [música] responde, tira, mas ainda não mostra tudo. Artur viu quem entrou no quarto. A cena corta para Adriana na cela.
A porta se abre e Pedro aparece com Otoniel. Adriana se levanta assustada. Pedro fala emocionado. Você vai sair daqui? Adriana [música] demora a entender como Toniel mostra a foto de Arthur. Foi ele, minha filha. Mesmo depois de tudo, ele deixou um caminho. Adriana chora, mas não cai. Ela fecha a mão sobre a pulseira e [música] diz: “Então, a verdade estava viva esse tempo todo.
” Pedro responde: [música] “Estava dormindo até hoje.” Pilar recebe a notícia da soltura de Adriana dentro da mansão, cercada por Ulisses, Silvana e os sobrinhos. Ela perde o controle por alguns segundos. “Quem achou essa gravação?” Thaago pergunta que gravação? Pilar olha para ele com raiva, percebendo que falou demais. Ulisses dá um passo para trás.
Pilar, o que você sabe? A vilã tenta disfarçar, mas o medo já apareceu. Nesse momento, a TV da sala liga sozinha por alguns segundos e mostra a imagem congelada do eclipse sobre o túmulo de Artur. Pilar vê a cama branca refletida na pedra e sussurra: Francesca, Adriana sai da cadeia no fim da tarde. Não há festa, não há gritos, só o vento batendo em seu rosto, [música] como se ela voltasse a respirar depois de muito tempo.
Francesca aparece do lado de fora em uma cadeira de rodas, ainda fraca, mas acordada. Adriana se aproxima devagar. Foi você quem colocou a pulseira na minha mão? Francesca sorri de leve. Não fui só eu. Adriana olha para a foto de Artur. No verso, as letras estranhas começam a aparecer menos confusas. Mau percebe primeiro. Vou. Olha isso. O código mudou.
Otoniel vira a foto. Onde antes havia símbolos. Agora aparece uma frase clara, escrita como se tivesse surgido sobre o papel. Ela não me empurrou. Eu vi quem entrou. Todos ficam em silêncio. Pedro pega a foto com cuidado. Arthur viu o culpado. Adriana olha para Francesca tremendo. Quem? Francesca encara a mansão dos Brandão ao longe e responde: “A pessoa que Pilar está protegendo?” Antes que Adriana pergunte mais, o gravador antigo liga sozinho dentro da bolsa de Pedro [música] e a voz de Arthur surge outra vez.
Se vocês chegaram até aqui, então já sabem que Pilar mentiu. Agora precisam descobrir por quem ela mentiu. Que nota você acha que a Francesca e o Artur merecem por terem tirado a Adriana do xadrez? Coloque sua resposta aí nos comentários. Clique no botão de gostei para continuar recebendo mais vídeos da novela. M.