Amor ou Armadilha? A Traição Brutal de Adalto pelo Dinheiro e o Crime que Chocou Belo Horizonte
Em fevereiro de 2026, a cidade de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, foi sacudida por uma tragédia que, à primeira vista, parecia um desfecho melancólico para uma jovem fragilizada. Giovanna Neves Santana Rocha, uma estudante de psicologia de 22 anos, foi encontrada sem vida em seu apartamento no luxuoso bairro Savassi. O cenário inicial, repleto de cartelas de medicamentos, sugeria um suicídio, tese que ganhou força devido ao histórico de depressão e às perdas recentes que a jovem enfrentara, incluindo o falecimento de seu pai meses antes. No entanto, o que a dor da família e o choque dos amigos não permitiram ver de imediato era que, sob a camada de tristeza, escondia-se um plano diabólico arquitetado por um predador.

O homem por trás dessa trama era Adalto Martins Gomes, um engenheiro e funcionário público federal de 45 anos. O relacionamento, que começou via aplicativo em outubro de 2025, foi marcado por uma velocidade desproporcional. Adalto não demorou a se infiltrar na rotina de Giovanna; em poucas semanas, ele já ocupava o apartamento que a jovem recebera como herança do pai — um imóvel avaliado em quase R$ 1 milhão, somado a uma herança financeira de R$ 200 mil. A invasão de privacidade foi silenciosa: trocas de contas de energia para o nome dele e uma tentativa insistente de substituir o advogado da família no inventário foram os primeiros sinais de um comportamento predatório.
Amigas próximas começaram a notar a mudança de comportamento de Giovanna. A jovem, que sempre fora aberta e comunicativa, passou a se isolar, mudando até mesmo sua forma de vestir e perdendo o contato com o círculo social que a protegia. Enquanto Giovanna definhava psicologicamente, Adalto consolidava seu domínio sobre o patrimônio da namorada. A intensidade do relacionamento, frequentemente citada por Adalto como uma “grande paixão”, era, na verdade, um mecanismo de controle e manipulação emocional, desenhado para deixar a jovem vulnerável e isolada.
O desfecho trágico ocorreu no dia 9 de fevereiro de 2026. Ludmila Aparecida Dias, a melhor amiga da vítima, ao não obter resposta às suas tentativas de contato, dirigiu-se ao apartamento. A cena encontrada por ela foi devastadora. Adalto, que afirmou ter saído para trabalhar às 6h30, alegou inicialmente que a namorada havia ingerido medicamentos por conta própria. Sua narrativa, contudo, era repleta de furos. Em áudios desesperados enviados a conhecidos, ele chegou a chorar, descrevendo uma cena de “amor e despedida” que nunca aconteceu.
O que se seguiu foi uma sucessão de comportamentos que beiravam o psicopático. Enquanto a família de Giovanna ainda processava o luto, Adalto já estava na justiça, lutando para comprovar uma “união estável” que teria durado apenas quatro meses, com o único objetivo de reivindicar a herança. Não satisfeito, ele levou outras mulheres ao apartamento onde a namorada acabara de perder a vida e processou a mãe de Giovanna por “invasão” quando esta tentou recuperar objetos pessoais da filha. A frieza com que ele tratava os bens da vítima, tratando-os como seus, serviu de combustível para as investigações policiais.

A virada de chave definitiva no caso veio com o laudo da autópsia. A conclusão foi avassaladora: Giovanna não morreu de overdose, mas por asfixia mecânica por sufocação direta. Alguém tapara o nariz e a boca da jovem, interrompendo sua respiração. O “suicídio” era uma encenação, um teatro macabro para esconder um homicídio por ganância. Diante das evidências, a Polícia Civil de Minas Gerais decretou a prisão preventiva de Adalto Martins Gomes em 15 de fevereiro de 2026.
Durante a detenção, Adalto, o homem que sempre tinha uma história pronta e manipuladora, preferiu o silêncio. A frieza demonstrada no apartamento, onde ele ainda residia, contrastava com o desespero das pessoas que realmente amavam Giovanna. Investigadores descreveram o suspeito como um indivíduo extremamente inteligente e detalhista, características que, longe de serem usadas para o bem, foram empregadas para usurpar a vida e o futuro de uma mulher que apenas desejava ser feliz e exercer a sua profissão.
O caso Giovanna Rocha deixa uma ferida profunda em Belo Horizonte, mas também levanta questões vitais sobre a segurança emocional em tempos de relacionamentos digitais. Onde termina o afeto e começa a manipulação? A história de Giovanna serve como um lembrete doloroso de que nem todas as promessas de “estar com você até o fim” são guiadas por amor. Algumas, infelizmente, são avisos camuflados de uma tragédia anunciada. A justiça agora segue seu curso, e o esperado desfecho será a condenação por feminicídio, punindo aquele que, sob o manto do relacionamento, escolheu o caminho da violência para acumular bens que jamais lhe pertenceram.

Para a família de Giovanna, que teve seu sonho interrompido e a vida de uma filha arrancada, resta a busca por uma punição exemplar. A justiça dos homens pode levar tempo, mas a verdade, por mais que Adalto tenha tentado ocultá-la sob camadas de mentiras e encenações, finalmente veio à tona, revelando que a vida humana tem um valor que nenhuma fortuna herdada jamais poderá comprar.