O julgamento mais aguardado do Rio de Janeiro voltou a entrar nos holofotes nesta semana, quando a Justiça decidiu atender o pedido da defesa do ex-vereador e médico Dr. Jairinho, permitindo que ele seja ouvido após Monique Medeiros, mãe de Henri Borel, no processo pelo assassinato do menino em março de 2021. A manobra estratégica, destacada por especialistas em direito, demonstra como a ordem dos depoimentos pode ser crucial para a narrativa da defesa.
A Estratégia da Defesa
Segundo Rodrigo Viga, repórter da Jovem Pan presente ao tribunal, a defesa de Jairinho – formada por cerca de 15 advogados – entende que Monique Medeiros provavelmente apontará o ex-companheiro como o responsável pelas agressões que levaram à morte do menino de apenas 4 anos. “Ao ser ouvido depois, Jairinho pode contrapor acusações, ajustar sua versão e buscar minimizar sua responsabilidade no caso”, explicou o jornalista.
A sétima Câmara Criminal do Rio acolheu o pedido, reforçando a importância da estratégia processual em julgamentos de alta complexidade. Ainda segundo Viga, “não se sabe exatamente quando os depoimentos ocorrerão, já que o cronograma está atrasado devido à quantidade de testemunhas e ao detalhamento das investigações”.

Depoimentos Cruciais
O julgamento conta com depoimentos essenciais para a elucidação do caso. Entre eles, destaca-se o psiquiatra convocado pela acusação, que descreveu Dr. Jairinho como perverso, narcisista e de difícil convivência, ressaltando a complexidade psicológica do acusado. Este depoimento reforça a narrativa de que Jairinho teria prazer em cometer agressões contra crianças, uma informação que impacta diretamente na percepção do júri.
Além disso, a babá que vivia no apartamento onde ocorreram os fatos, Ababá Tainá Ferreira, deverá fornecer informações detalhadas sobre o ambiente doméstico, a dinâmica familiar e o comportamento de Jairinho e Monique. A expectativa é grande, pois suas declarações podem esclarecer pontos cruciais sobre como as agressões aconteceram e foram permitidas.
Monique Medeiros e o Papel da Negligência
O depoimento de Monique Medeiros é central para o julgamento. Investigadores e promotores apontam que a professora foi no mínimo negligente, permitindo que agressões se repetissem ao longo do tempo, culminando na tragédia de 2021. A ordem de ouvir primeiro Monique permite que a acusação estabeleça claramente a linha do tempo das negligências e abusos.
Enquanto Monique Medeiros passou por diversas entradas e saídas da prisão ao longo das investigações, atualmente ela está encarcerada acompanhando de perto o processo que definirá sua condenação, assim como a de Jairinho. A estratégia da defesa do ex-vereador visa usar o depoimento de Monique como referência, ajustando a narrativa de defesa com base nas acusações e detalhes que surgirem.
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O Impacto do Cronograma Judicial
O julgamento, descrito como longo e extenuante, inclui não apenas os depoimentos dos réus, mas também de agentes de segurança, médicos e outros profissionais envolvidos na investigação de 2021. A ordem dos depoimentos é considerada estratégica, especialmente em casos de grande repercussão e complexidade.
O atraso nos depoimentos, como relatado por Viga, não prejudica apenas o andamento do julgamento, mas também aumenta a pressão sobre todos os envolvidos. A expectativa é que tanto Monique quanto Jairinho sejam ouvidos na próxima semana, permitindo à defesa e à acusação ajustar suas estratégias finais.
Reações e Controvérsias
O caso desperta forte comoção nacional. A opinião pública acompanha cada detalhe, e a decisão da Justiça de permitir que Jairinho seja ouvido por último gerou debates acalorados. Críticos alegam que a manobra pode influenciar o júri ao permitir que o réu reaja às acusações de forma calculada. Por outro lado, advogados defendem que se trata de um direito legítimo de defesa, garantindo a equidade processual.
O depoimento do psiquiatra já causou choque, classificando Jairinho como alguém que sentiria prazer em cometer agressões. A babá, aguardada como testemunha chave, promete ainda mais detalhes, podendo confirmar ou contradizer a versão de ambos os réus.
Implicações Legais e Sociais
O caso de Henri Borel não é apenas um processo criminal; trata-se de um debate sobre negligência, violência infantil e responsabilidade parental. A estratégia de ouvir primeiro Monique Medeiros e depois Jairinho exemplifica como a ordem de depoimentos pode afetar o percurso legal e a percepção do júri.
Especialistas em direito criminal apontam que a decisão da sétima Câmara Criminal do Rio de Janeiro é comum em julgamentos complexos, onde a defesa busca utilizar todos os recursos legais para proteger os direitos de seu cliente. No entanto, a repercussão midiática aumenta a pressão sobre o tribunal e pode influenciar a cobertura e a opinião pública.
Expectativa do Desfecho
Com a audiência prestes a avançar, a atenção se volta para os depoimentos que definirão a trajetória do julgamento. A ordem estabelecida – Monique primeiro, Jairinho depois – coloca todos em alerta, pois cada palavra poderá ser utilizada para definir responsabilidades e penas.
Enquanto isso, os brasileiros acompanham o caso com ansiedade, discutindo estratégias, evidências e possíveis consequências nas redes sociais e na mídia tradicional. A complexidade psicológica de Jairinho, os detalhes do ambiente familiar e a conduta de Monique Medeiros formam o núcleo central da narrativa que pode levar a condenações severas.
Conclusão: O pedido da defesa de Dr. Jairinho para falar após Monique Medeiros representa um capítulo estratégico e crucial do julgamento de Henri Borel. O tribunal, testemunhas e a opinião pública seguem atentos a cada detalhe, esperando que os depoimentos esclareçam os fatos e definam a justiça no caso que chocou o Brasil. Para não perder nenhuma atualização e participar da discussão sobre as acusações e defesas, continue acompanhando os comentários e as próximas audiências!