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TENTARAM MATAR ANDRÉ MENDONÇA? O “Incidente” Aéreo que Estremece Brasília e as Sombras do Passado

TENTARAM MATAR ANDRÉ MENDONÇA? O “Incidente” Aéreo que Estremece Brasília e as Sombras do Passado

O Brasil acordou esta semana com um calafrio na espinha que remete aos capítulos mais sombrios da nossa história política recente. O que deveria ser um voo rotineiro de São Paulo para Brasília transformou-se em um cenário de incertezas, teorias e uma pergunta que não quer calar nos corredores do poder: o que realmente aconteceu com o avião que transportaria o Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF)?

Para o observador comum, uma “falha técnica” antes da decolagem pode parecer um contratempo cotidiano da aviação civil. Mas em Brasília, onde as coincidências costumam ter sobrenome e endereço fixo, o episódio acendeu um alerta vermelho. André Mendonça não é apenas mais um ministro; ele é o relator de processos que tocam na ferida aberta de esquemas bilionários que envolvem o Banco Master e o escândalo do INSS — casos que ameaçam figuras intocáveis da República.

A Sombra de Teori Zavascki e Eduardo Campos

É impossível falar de falhas aéreas envolvendo relatores de grandes esquemas de corrupção sem mencionar o fantasma de Teori Zavascki. Em 2017, no auge da Operação Lava Jato, o país assistiu atônito à queda do jatinho que levava o então relator em Paraty. A morte de Teori mudou o curso da história, atrasou processos e alterou a correlação de forças no STF. Anos antes, o destino de uma eleição presidencial foi selado com a queda do avião de Eduardo Campos.

Embora o incidente com Mendonça tenha ocorrido em um avião comercial — teoricamente mais seguro e difícil de ser alvo de sabotagens silenciosas do que jatinhos particulares —, a natureza das ações que ele conduz coloca sua segurança em um patamar de risco extremo. Ele é o homem que segura a caneta sobre processos que investigam o desvio de dinheiro de aposentados e movimentações obscuras de bilhões de reais. Estaria o “sistema” tentando enviar um recado?

Flávio Dino: O “Macho” no Papel, o Corporativista no Plenário

Enquanto o país discute a segurança de Mendonça, outro personagem surge sob os holofotes com uma postura, no mínimo, curiosa. O Ministro Flávio Dino decidiu publicar um artigo defendendo a reforma do Judiciário, sugerindo a perda automática do cargo para juízes envolvidos em corrupção. À primeira vista, parece a voz da moralidade que o povo clama. No entanto, a análise mais profunda revela uma faceta populista.

Dino, que já declarou em áudios vazados ser “Supremo Futebol Clube” acima de tudo, joga para a plateia. Ele defende a punição dura no papel, mas evita citar os nomes de seus colegas de corte, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, cujas decisões e condutas são alvos constantes de críticas e suspeitas por parte da oposição e de setores da sociedade. Dino quer o bônus da popularidade de um paladino da justiça, mas sem o ônus de enfrentar os “tubarões” com quem divide a mesa. É o populismo judiciário em sua forma mais pura: o discurso é de independência, mas a prática é de proteção corporativista.

A “Sindicato-Associação” e a Farra dos Penduricalhos

Se a segurança física dos ministros e a política interna do STF já não fossem suficientes para indignar o cidadão, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) decidiu adicionar mais lenha à fogueira. Atuando como um verdadeiro sindicato travestido de associação, a entidade foi ao Supremo pedir “mais tempo” para aplicar as regras que limitam os famosos “penduricalhos” — aqueles auxílios que fazem os salários dos juízes explodirem para além do teto constitucional.

A decisão atual do STF já é benevolente: permite que um juiz receba seus R$ 46 mil mensais e some a isso indenizações que podem chegar a 70% desse valor. Estamos falando de rendimentos que ultrapassam os R$ 70 mil mensais, bancados pelo contribuinte. E qual a desculpa da AMB? Eles alegam “dificuldade de compreensão” e problemas operacionais para cortar esses privilégios.

É um escárnio com o povo brasileiro. Juízes, que deveriam ser os mestres da interpretação da lei, alegam não entender uma decisão que limita seus próprios ganhos. A verdade é que o sistema está viciado. A elite do Judiciário parece viver em uma bolha de luxo, onde férias de 60 dias são consideradas “cláusulas pétreas” e qualquer tentativa de moralização é vista como um ataque à democracia.Avião com André Mendonça tem decolagem abortada após falha mecânica

O Brasil no Limite

O incidente com André Mendonça pode ter sido apenas um susto técnico, mas o clima de desconfiança que ele gera é o sintoma de uma democracia doente. Quando a população não consegue distinguir entre uma falha mecânica e uma tentativa de assassinato político, é porque a credibilidade das instituições já ruiu.

Mendonça segue como relator de casos que podem implodir esquemas poderosos. Se ele terá a coragem de ir até o fim, ou se as “falhas técnicas” e as pressões de colegas como Dino e a militância das associações o farão recuar, só o tempo dirá. Mas uma coisa é certa: o Brasil está de olho. Não aceitaremos mais “coincidências” que convenientemente silenciam aqueles que ousam investigar o topo da pirâmide.

A moralização do Judiciário não virá de artigos populistas ou de concessões para super-salários. Ela virá da coragem de enfrentar o sistema por dentro, doa a quem doer. Enquanto isso, ficamos com a pergunta que ecoa: até onde eles estão dispostos a ir para manter o status quo?