Posted in

LA DÉCOUVERTE QUI A STUPÉFAIT LA POLICE : En traquant le mystérieux “harceleur”, les enquêteurs réalisent que l’adresse IP provient… de l’ordinateur du mari en larmes !

LA DÉCOUVERTE QUI A STUPÉFAIT LA POLICE : En traquant le mystérieux “harceleur”, les enquêteurs réalisent que l’adresse IP provient… de l’ordinateur du mari en larmes !

Presta atenção em cada detalhe dessa história, porque nada nela é o que parece ser. Era uma manhã de quinta-feira como qualquer outra. Faltava 11 dias pro Natal. E num subúrbio tranquilo do Colorado, uma mulher fazia exatamente o que ela fazia. Todo santo dia. Levava os filhos pra escola e voltava para casa.

 Pouco antes, das 8 da manhã, ela estacionou na garagem, desligou o carro e abriu a porta para descer. Naquele dia tinha alguém ali dentro esperando por ela. 4 horas meia depois, um policial bateu na porta da frente daquela casa e ninguém atendeu. Ele voltou pro carro de patrulha, deu a volta, encostou o veículo perto da janela da garagem, olhou lá dentro e viu uma mulher caída no chão. Ela estava imóvel.

 O detalhe que logo foi descoberto é que fazia dois meses que aquela família inteira vivia apavorada. Tinha um perseguidor atrás deles, um homem que mandava mensagem dizendo que estava vigiando, que sabia onde eles iam, que ia aparecer em breve. A mulher tinha procurado a polícia, já contado pros detetives, inclusive contratado um detetive particular, passado a andar armada, tinha instalado câmeras pela casa toda.

 Ela fez tudo o que dava para fazer e mesmo assim ela acabou ali no chão frio da própria garagem, na casa que ela tinha transformado numa fortaleza. A polícia durante a investigação, tinha em mente já um nome para esse tal perseguidor. Já sabia onde ele morava e em pouco tempo eles iam bater na porta desse sujeito. Mas era só para descobrir que eles tinham passado dois meses caçando o homem errado, porque a pessoa por trás de todo aquele terror não estava tão longe assim como todo mundo pensava.

 E na verdade o que essa pessoa fazia com a proximidade é uma das coisas mais frias que você vai ouvir hoje. Sou Marcos Campos. E essa é a história de uma mulher que percebeu que estava sendo caçada, entre aspas, fez tudo que ela pôde da maneira certa para se proteger, avisou a polícia, a família, andava armada e ainda assim foi morta dentro de casa.

 E essa também é a história de um perseguidor que aparecia em todo canto, todo o tempo. Sabia cada consulta no dentista, sabia o horário que o marido chegava do trabalho, mandava foto dele para provar que tava de olho em todo mundo. E é também a história de como a pista mais óbvia desse caso, aquela que a polícia perseguiu durante dois meses, desmoronou em algumas horas por causa de um moletom comprado numa loja de departamentos.

 Muita coisa nesse caso aqui, tá galera? Por que será que a investigação demorou tanto tempo assim para descobrir o que tava acontecendo? E por que será que a família, mesmo suspeitando de quem era o tal monstro observador, mesmo assim não conseguiu se proteger? Bora investigar tudo isso juntos? Então, já se ajeita e vamos aos fatos.

A sombra. Para entender o que aconteceu naquela garagem, a gente precisa voltar uns dois meses no tempo cronológico desse caso, tá? Para outubro de 2023. A vítima se chamava Cristiel. Ela tinha 44 anos, era engenheira química, mãe de três filhos. Era uma daquelas pessoas que parecem ser boas em tudo que fazem, sabe? tinha uma cabeça boa para matemática, química, física e ao mesmo tempo levava jeito pras artes.

 Ela cresceu mexendo em carro antigo com o pai dela. Passava horas na garagem da casa do pai dela desmontando o motor, conversando sobre a vida. Era ali que pai e filha se entendiam, estreitavam os laços. Então, não é exagero dizer que garagem para ela era um lugar de afeto. Pausa rápida na história porque eu tenho um recado sobre o Dia dos Namorados.

 Um date perfeito pra gente com esse frio é ficar em casa juntinhos com filme, pipoca debaixo das cobertas. Não tem coisa melhor, não é? E aí a gente arruma tudo, começa o filme, só que 5 minutos depois eu olho pro lado e a Ana já tá dormindo. E nem dá para ficar muito brava, né? Porque o colchão ema original é super confortável.

Confesso para vocês que tem dias que nem eu resisto muito tempo, tá? E tem um outro detalhe muito importante que faz toda a diferença nesse colchão da Ema, é porque eu me mexo muito, a Ana dorme rápido, eu gosto de ficar vendo TV até tarde e aí eu fico virando de um lado pro outro, acaba incomodando, né? Mas esse colchão aí, ele tem uma tecnologia que mexe muito pouquinho.

 A pessoa que tá do lado acaba nem incomodando. O colchão tem uma espécie de bloqueio de movimento assim, então você pode virar à vontade que a pessoa que tá dormindo do lado ali quase nem vai perceber. No dia seguinte tá todo mundo de bom humor e o relacionamento segue saudável. Então fica a dica pro Dia dos Namorados agora, tá? A EMA tá com até 55% off, 10 anos de garantia, sem noites para você poder testar e entrega é grátis ainda.

 E os seguidores aqui do canal ainda tem uma vantagem a mais, 15% off usando o cupom campus 15. E olha, soma com os descontos do site e com o Pix, tá? Então é uma baita oportunidade. Clica no link que eu vou deixar no comentário fixado e aproveite. Bom, no dia 2 de outubro de 2023, a Cristi recebeu uma mensagem estranha no celular dela.

 Era de um número aí que ela não conhecia, assinado por um tal de Anthony. O cara dizia que ia passar pela região e perguntava se ela queria se encontrar com ele. Ela evidentemente não respondeu. No dia seguinte veio outra mensagem do mesmo número, só que dessa vez não tinha nada de educado na mensagem.

 O cara era meio obsceno, agressivo e terminava inclusive mandando ela se matar para fazer ele parar de perder tempo. Tudo muito insólito e bizarro até aí, não é? Um cara da noite pro dia vai de vamos nos encontrar para vai se matar. alguém inclusive até então que não tinha se identificado direito ali, mas a Cristi suspeitava de quem poderia ser esse tal Anthony.

 Isso porque Anthony Holland foi um namorado dela do passado lá da época da escola, assim que eles terminaram o colégio, começaram a faculdade. Eles ficaram ali pouco tempo, um ano mais ou menos. Ela tinha uns 17, [música] 18 anos. Isso foi nos anos 2000, ou seja, coisa de mais de duas décadas. O pai da Cristi até lembrava desse sujeito aí do Anthony com carinho até.

 Ele era um cara educado, simpático, de boas maneiras. O problema é que segundo a Cristi Anthony nunca tinha aprendido a aceitar um não. Tá aí um elo dessa corrente. Em 2002 ele reapareceu do nada e voltou a aparecer em 2005, em 2010. outros momentos aí muito aleatórios assim ao longo da década de 2010, por exemplo.

 E sempre uma mensagem aleatória ali pelo Facebook e mandava ali umas mensagens às vezes também meio esquisita, [música] falando que eles eram feitos um pro outro e coisas do gênero. Numa dessas investidas aí, entre aspas, de Stal Anthony, inclusive, a própria Cristian falou para ele que aquilo ali tava ficando meio assustador, que era para ele parar.

 Ela até chegou a a pagar a conta dela no Facebook, achando que tinha se livrado do cara para sempre. E é aí, depois de anos de silêncio, que as mensagens de 2023 começam a aparecer de novo e muito mais pesadas do que tudo que tinha acontecido até então. A Christi fez a coisa certa, né? Ela foi até a polícia lá de Brunfield, conversou com um detetive chamado Andrew Martinez e a conversa foi gravada até e dá até para ver nela ali uma mulher tentando manter a calma, repetindo para si mesma que aquilo tudo era para aterrorizar, para assustar,

como se falar isso, não é? ajudasse elas a não desmoronar ali emocionalmente, parar de sentir aquele medo real que ela estava sentindo. Só que vai vendo, a coisa não parou nas mensagens de texto, tá? Começou a chegar coisas por e-mail, o endereço de e-mail que mandava as ameaças tinha o sobrenome do ex mesmo no meio, alguma coisa como Holland e KicKs.

E por causa disso, inclusive, a família passou a chamar o perseguidor por um apelido meio macabro, kickman, pro cara que chutava. E o tal Kickman [música] foi ficando aí cada vez mais ousado, tá? Uma das mensagens chegou uma foto e essa foto é bem importante pro caso, tá? Era uma imagem do marido da Cristian, o Daniel, conhecido como Dan, saindo ali do carro na frente do trabalho dele.

 Uma foto tirada de perto. E a legenda dessa foto que veio junto, né, com a mensagem, tinha um tom ali ameaçador de provocação. Se aquele ali era o marido dela, perguntava. E foi essa foto que fez a Christian inclusive ir pra polícia pela primeira vez para falar, né, o que estava acontecendo, porque até então tudo era só com ela.

 Agora o perseguidor estava mostrando que ele estava de olho também no marido dela. Dias depois chegou uma outra mensagem, uma mensagem dizendo que ele tinha visto ela no dentista e que ia ver ela em breve. O sujeito sabia que ela tinha ido ao dentista. Aí vendo sabia o horário que o marido chegava do escritório e tinha também eh chegado muito perto dele, perto o suficiente para poder fotografar.

 Inclusive para Christ, aquilo ali só podia significar uma coisa. Ela estava sendo vigiada por alguém obsecado bem de perto o tempo todo em todo canto. Total filme de terror, não é? E aqui entra um detalhe que parecia na época só mais uma camada de horror ali. O marido Dan também estava sendo ameaçado. Agora ele contou pros detetives que estava arrasado, que não conseguia mais funcionar entre aspas direito, né? Tava botina ele, ele tava prejudicada, que ele tinha [música] entrado num pânico total aí num supermercado uma vez que alguém deixou

cair uma lata atrás dele. Ele ficou desesperado, dizia que tava fazendo um péssimo trabalho em proteger a esposa e a família. Era um casal literalmente vivendo dentro de um pesadelo com vigia invisível espreitando eles. A essa altura dos fatos, a vida da Christiel tinha mudado bastante. Ela começou a andar armada, como eu comentei, o pai dela, muito preocupado, emprestou uma das armas dele e ela fez a aula de tiro, encheu a casa de câmeras de segurança, contou tudo pros irmãos, pros pais e até os três filhos sabiam que tinha alguém

muito doido atrás da mãe e do pai deles. uma conversa com a irmã, a Cristi disse uma frase que inclusive a família nunca esqueceu e provavelmente nunca vai esquecer que ia ser ela ou ele, um dos dois ia acabar morto nessa história e que ela ia fazer de tudo para que não fosse ela.

 Ela já tinha até localizado o inimigo, tá cansada de esperar, ela contratou o investigador particular por conta própria ali e descobriu onde o Anthony Holland estava morando. E era em Uta, a uns 800 km da casa dela. Então ela levou a informação pro detetive Martinez e o Martinz tomou uma decisão que ia assombrar ele pelo resto da vida. Ele não foi atrás do Holland naquele momento.

 A lógica dele era de manual, digamos. Ele queria juntar as provas primeiro, conseguir um mandado e só então bater na porta do cara para já prender em vez de aparecer lá cedo demais, assustar o sujeito e ter que ir embora de mãos vazias, sabe? Para conseguir as provas. Então ele dependia de mandados para operadoras ali de telefone e e-mail.

 E essas empresas demoraram, enrolaram e o processo começou a se arrastar. Mais um elo dessa corrente, essa demora burocrática. Christiel, que vivia em pânico, evidentemente, cada dia de espera era uma eternidade. Ela chegou a desabafar com o pai, que sentia que a polícia tinha abandonado ela, que eles não estavam agindo com força suficiente.

 E foi nesse clima aí, 11 dias antes do Natal que a espera acabou. A caçada. Bom, a gente já sabe como foi aquela manhã do dia 14, não é? A Cristian voltou, né, de deixar as crianças na escola, entrou ali na garagem dela pouco depois das 8 da manhã e nunca mais saiu de pé dali. E quando o policial John Oer encontrou ali o corpo dela pela janela da garagem por volta do meioia e meia, ele gritou ali pelo rádio que tinha uma mulher caída dentro de uma casa.

 A investigação inteira já tinha um suspeito, um só pra cabeça do detetive Martinez. Inclusive, naquele primeiro momento ali, a conclusão era meio que óbvia. O perseguidor lá de Utá finalmente tinha cumprido uma ameaça dele, tinha vindo, entrado na casa, matado a Christian. Era então o que dois meses de mensagens muito sinistras já vinham anunciando.

 Então a polícia dessa vez agiu rápido. Poucas horas depois do corpo ser encontrado, agentes de Utá cercaram a casa do Anthony Holland lá na cidade de Eagle Mountain, perto de South Lake City. E é aqui que a história dá a sua primeira guinada. Porque o homem que abriu aquela porta ali não era o que a polícia estava esperando encontrar.

Rolland estava sozinho em casa. Ele ouviu pancadas na porta, abriu e deu de cara com um monte de policial. Ele não fazia a menor ideia do que tava acontecendo. Quando perguntaram se ele conhecia Crystal Kug, ele respondeu na hora que sim, foi a primeira namorada dele. Inclusive perguntaram quando tinha sido a última vez que ele falou com ela.

Ele disse que fazia bastante tempo, lá por 2014, 2016, numa mensagem do Facebook que ele disse que estava sentindo saudade. Ele achava que a polícia estava ali por causa daquela mensagem antiga. Ninguém contou para ele que [música] a Crystal tinha acabado de ser assassinada naquela manhã. Os policiais não estavam ali para dar informação, eles estavam ali para pegar o cara.

 E a pergunta que importava era bem simples: “Onde você estava sujeito? Hoje você consegue provar?” E o Rolland conseguia. Poucas horas antes ele tinha comprado um moletom numa loja de departamentos perto da casa dele. Ele tinha o recibo ali no bolso. Recibo marcava o horário exato da compra. Meioia e 16 [música] Cristian tinha sido atacada por volta das 8 da manhã lá em Colorado.

 Não existe ser humano que mate alguém no Colorado às 8 da manhã e esteja comprando moletom eutá. 800 km, galera, de distância ao meio-dia 16 é fisicamente impossível. Não se que o cara fosse de avião, mas não foi comprovado isso também. Bom, diante disso, como sempre tem um mas, não é? O moletom não era a única coisa que ele tinha ali como alibe.

 O Holland também mostrou registros do trabalho dele, comprovando que ele tinha estado em Uta todo dia. Nunca pôs o pé no Colorado, nunca viajou. As mensagens do perseguidor tinham feito todo mundo acreditar que ele estava rondando a casa da Christian, mas ele estava a 800 km de distância de lá, trabalhando, vivendo a vida dele, sem fazer ideia de que ele era o principal suspeito de um assassinato.

 Os policiais fizeram uma ligação, conferiram tudo, voltaram e disseram que ele estava liberado. O Anthony Holland, o suposto kickman, o monstro de dois meses de terror, o homem que a família inteira temia, foi descartado e definitivamente em questão de horas. E isso deixou a investigação num mato sem cachorro, não é? Num be sem saída, porque o único suspeito que existia acabava de evaporar.

 Se não foi o suposto perseguidor, então quem raios entrou naquela garagem para matar a Cristian? O endereço das mensagens. Enquanto tudo isso estava acontecendo lá em Utar, do outro lado no Colorado, o marido da Cristi estava na delegacia. Ele tinha chegado em casa correndo do trabalho ao saber da morte da esposa, estava destruído.

 Um profissional de apoio às vítimas ali, daquelas pessoas treinadas para confortar, parentes, né, em estado de choque, coro lado dele ali o tempo todo. Ela contou depois, inclusive, que o homem chorava muito encolhido ali e que a preocupação dele era uma só naquele momento. Ele queria contar pros filhos o que tinha acontecido com a mãe deles.

 Não queria que mais ninguém desse essa notícia. nos depoimentos, o marido contou que foi uma manhã absolutamente normal até então. Diz que as manhãs na casa deles eram pura rotina, que as crianças iam pra escola, que a Cristi parecia bem, né? Quando ele saiu pro trabalho, ele disse que ele recebeu uma mensagem quando ele já tava dirigindo pro trabalho da Christiel, dizendo se ele podia ir buscar os filhos na escola depois, que ele respondeu perguntando o horário e que ela nunca mais respondeu depois disso. E foi isso inclusive, segundo

ele, que deixou ele muito preocupado e fez ele ligar pra polícia pedindo para fazer uma verificação de bem-estar. Quando perguntaram a teoria dele sobre o que tinha acontecido, [música] ele construiu uma cena inteira. Alguém deve ter batido na porta. Talvez Christel tenha saído ali para pegar uma encomenda e a pessoa entrou.

 E a Christ era forte, ela era lutadora, ela teria reagido. Era a fala de um homem arrasado, tentando encontrar uma lógica ali pra própria tragédia dele. Só que do outro lado da mesa, a investigação estava de mãos vazias, não é? Afinal de contas, o perseguidor não era quem eles achavam que era. Foi aí que entrou um homem que talvez tenha sido a peça mais importante desse caso inteiro, [música] um perito forense digital da polícia de Broomfield chamado Randy Pill.

 Aqui talvez esteja a parte mais importante, né, porque foi o que fez o caso andar. No momento em que um caso de perseguição vira um caso de homicídio, meio que todas as portas emperradas da burocracia tê que se abrir. E aí o perito pilac, que antes dependia ali de muita coisa, né, mandados, etc.

, agora ele conseguia pedir informação em caráter de urgência. E foi exatamente o que ele fez. 4, 5 horas depois do corpo ser encontrado, ele já estava debruçado ali em cima daquelas mensagens que tinham aterrorizado a Cristi por dois meses. E esse perito achou uma coisa que mudou tudo, tá? As mensagens de assédio tinham saído de duas contas diferentes, mas as duas tinham sido enviadas do mesmo lugar, mesmo endereço da internet, né? O mesmo IP.

 E esse endereço não ficava em Uta, ficava num órgão estadual de saúde pública do Colorado, em Glendale. E agora ganha um doce. Quem adivinhar quem trabalhava nesse lugar aí? Pois é, o marido da Cristian trabalhava lá. As mensagens que ameaçavam a Christian, as mensagens que ameaçavam o próprio Dan, tinham sido escritas e enviadas usando a rede de internet do escritório dele.

 E quem testemunhou tudo isso, né, conta que na sala de investigação, nesse momento aí parece que ficou um vácuo de silêncio a hora que o perito passou essa informação, porque a ficha caiu para todo mundo ao mesmo tempo. O perseguidor que eles caçavam por dois meses talvez estivesse sentado ali bem diante de todo mundo, fingindo ser uma das vítimas.

 E se ele era o tal perseguidor das mensagens, por que não achar que ele também pudesse ser o assassino? Porque sempre tem o mais, não é? Então tem que investigar. Os detetives voltaram pra sala e [música] confrontaram o marido com essas novas informações. Contaram que já tinham falado com Anthony Holland lá em Utar [música] e que não tinha a menor chance de ele ter estado na cidade naquele dia. Ele não era o assassino.

 E aí a postura do marido mudou. Ele se [música] recostou ali no sofá, cruzou os braços, meio que fechou o corpo, sabe? Linguagem corporal. Disse com uma calma até estranha que se não tinha sido Holland. Então, quem será que foi? marido enlutado disse que estava apavorado de levar os filhos de volta para casa.

 O medo do assassino ainda estará solta. Os detetives que estavam observando cada gesto repararam no entanto, que faltava qualquer coisa ali naquele homem, sabe? De repente uma falta de reação mais natural, um desespero de verdade. Isso diante da notícia de que o assassino da esposa ainda estava solto. Ele estava contido, quieto.

 Eles pediram então para coletar evidências físicas dele ali, materiais e mandaram ele embora. porque ainda não tinham prova suficiente para prendê-lo. Na saída, ele continuou insistindo que o verdadeiro assassino estava solta e fez até um apelo que pegassem o culpado, que ele não ligava se prendessem ou matassem o cara, mas que, por favor, continuassem procurando e não assumissem que tinha sido ele.

 O assassino tinha tirado a mãe dos filhos dele bem nas vésperas aí do Natal e ele tava muito bravo com isso e pedia pra polícia continuar procurando. não empacar nele como se ele fosse o suspeito mais evidente. Agora, enquanto ele falava isso, a máquina já estava trabalhando ali contra ele mesmo e cada coisa nova que aparecia ia deixando a coisa cada vez pior.

 A autópsia confirmou a brutalidade do que tinha acontecido naquela garagem. A Cristiel foi atacada por trás, golpeada várias vezes na cabeça com objeto contundente com duas a três fraturas no crânio. E depois com ela já caída em defesa, ele a virou de barriga para cima e esfaqueou bem no coração.

 Pra promotoria, aquela última facada era totalmente desnecessária para o intento assassino. Foi pura raiva mesmo. Controle foi o desejo de mandar nela até o último segundo. A família, que até ali era só uma família destroçada, começou a contar a verdade sobre o casamento. Porque por fora aquele casal ali, um casamento já de 16 anos, três filhos, era tudo muito bonito naquele subúrbio ali, tranquilo, mas por dentro a Christi andava dormindo no sofá, eles dormiam separados já.

 O marido tinha um temperamento bem explosivo, o rosto dele, dizem, até ficava avermelhado quando [música] ele sentia que estava perdendo o controle. E a irmã da Cristi lembrava nitidamente de já ter visto esse rusto. Aí o casal tinha até um combinado de vai embora, dá uma volta, se afasta para dar uma esfriada na cabeça quando a coisa pegava, sabe? E nos últimos meses, a Christti tinha tomado a decisão que ia mudar tudo da forma mais normal possível, né? Ela queria se divorciar, não queria mais aquele casamento. E o

perito digital, enquanto tudo estava sendo apurado, né? os detalhes, as depoimentos da família. Ele tava lá cavocando mais pegadas digitais. No celular da Cristian ele achou as tais mensagens da manhã do crime, tá? Incluindo aquela que o marido jurou ter recebido quando ele estava dirigindo pro trabalho sobre buscar as crenças na escola, lembra? Pois é.

 Só que essas mensagens tinham sido programadas. O celular da Cristiel tinha ali um sistema que dava para você programar uma mensagem para ela ser enviada depois. E aí o perito ou pila que não teve dúvida de que quem programou aquelas mensagens ali era [música] o marido. O Dent programou antes de sair de casa. E ele só conseguiria ter feito isso por um motivo lógico, né? Porque a Christi estava morta e ele precisava fabricar a ilusão de que ela ainda estava viva e mandando mensagem normalmente para ele ali no momento que a perícia ia estimar

da morte dela. Era tipo um álibe escrito com o dedo, entre aspas, da própria vítima. Vai vendo a morbidez disso. A perícia mostrou que o telefone da Christian não foi usado de verdade depois das 8:22 da manhã, mais ou menos. As mensagens dela, entre aspas, chegaram ali depois disso, eram fantasmas. E foi justamente uma dessas mensagens programadas aí que ele recebeu lá, disse que estava no caminho do trabalho, né? Ele chegou no escritório por volta das 9:27, depois mandou textos, ligações sem resposta na hora do almoço para

Cristian. E só aí ele ligou pra polícia bancando o marido muito preocupado com a esposa. E tem mais, tá? Lembra daquela foto dele saindo do trabalho ali que o perseguidor mandou para fazer medo na Christi? Pois é. O perito descobriu que o celular que tirou aquela foto estava no modo selfie contemporizador.

 Ninguém fotografou o Dan de longe ali escondido. [música] Ele mesmo colocou o celular ali em algum lugar, programou o timer e fingiu que tava sendo fotografado. Depois mandou pra esposa fingindo ser um stalker para reforçar que os dois estavam sendo vigiados. Ele ensinou a própria perseguição. E quando os detetives foram atrás das câmeras de segurança que a Christian tinha instalado na casa, a esperança era de encontrar todo o crime filmado, não é? Descobriram, na verdade, que três dessas câmeras aí [música] tinham sido

desligadas e a da campainha, inclusive tinha sido coberta com pedaço de fita crepe, fita essa que descobriram depois que saiu da própria cozinha lá, da gaveta da cozinha deles. Sobrou só uma câmera ali funcionando perto da garagem, que na verdade o Dan deve ter esquecido, passou por descuido, sabe? O sistema de segurança da casa foi desativado às 8:15 da manhã usando o celular da Cristian.

 E talvez o mais frio de tudo isso, no celular do marido, o perito encontrou uma busca no Google. Buscas na verdade feitas no dia anterior ao assassinato. Coisas como o que acontece quando alguém é nocouteado, se as pessoas realmente desmaiam quando levam uma pancada na cabeça e quão forte é preciso bater na cabeça de alguém para deixar ela inconsciente.

 Ele pesquisou como bater na cabeça, queria bater na cabeça da esposa. Isso no dia anterior, cara. Muita doideira, não é? Faltava então só amarrar todo esse pacote, não é? E o pacote, na verdade, acabou se amarrando sozinho, tá? O sujeito mandou algumas ameaças por [música] telefone descartáveis também e eles tinham sido comprados com um cartão presente registrado no nome dele.

 Várias pontas aí que ele mesmo foi construindo contra ele. E um desses telefones, inclusive descartáveis, sempre era rastreado ali, né? Quando eles vão fazendo a investigação sobre essa parte aí digital, ele sempre aparecia nos mesmos lugares que o celular pessoal do Dan. Onde o Dan tava, o Kickman tava também. Dois dias depois do assassinato, então, a polícia já tinha o suficiente.

 Eles seguiram o marido, uma frota de uns oito carros até um supermercado, esperaram ele estacionar, confirmaram que ele estava sozinho no carro e [música] fecharam o circo em cima dele no estacionamento. Tiraram ele de dentro do veículo e avisaram que ele estava sendo preso pelo assassinato da esposa. E o detetive Martinz, aquele tinha acreditado por dois meses na história do perseguidor de Utá, fez uma única pergunta pro homem.

 Lembra que no dia da morte o marido tinha implorado para ser ele a contar pros filhos que a mãe tinha sido assassinada? Então o Martines olhou pra cara dele e perguntou se ele queria ser também a pessoa a avisar os filhos que o assassino da mãe deles era o próprio pai. O Den não respondeu nada, pediu para falar com o advogado, desviou o olhar, [música] o detetive fechou a porta e eles foram pra delegacia, pra cadeia, melhor dizendo, né? E caramba, que soco no estômago, não é? Essa sacada aí do cara de pressionar o assassino assim,

o juurri. O julgamento começou em abril de 2025, mais de um ano depois do crime. A acusação conduzida por promotores montou pro júri ali um retrato que não tinha nada a ver com o marido frágil e perseguido nos primeiros dias. A teoria da promotoria era a seguinte: o casamento estava acabando, a Cristiel queria sair e o marido não aceitava perder o controle sobre ela.

 Então ele inventou um perseguidor, toda aquela campanha, digamos, de terror, as mensagens, os e-mails, a foto, a vigilância. Teria sido tudo isso aí no começo uma forma de empurrar a Crystal de volta pros braços dele. A ideia seria fazer com que ela se sentisse muito medo, uma situação de perigo ali o tempo todo e começasse a enxergar no marido um protetor, um herói, alguém, né? que poderia defender ela e afastar ela daquele perigo. Só que não funcionou.

 O terror não trouxe a Christi de volta. Pelo contrário, ela continuava decidida a se separar. E segundo a promotoria, foi nesse ponto aí que a coisa virou de se eu te assustar, você fica para mim, para se você não for ficar, você também não vai ficar com ninguém. Tem aí um detalhe, tá? Nos últimos dias de vida, a Cristian começou a desconfiar do marido.

Pelo próprio depoimento do Dan, ela chegou ao olhar na cara dele e dizer que não conseguia descartar que ele pudesse ser o perseguidor. Vai vendo. E ele negou no momento, claro, o reloginho aí da separação e do desespero doente da cabeça dele tava correndo. Ele tava prestes a perder a esposa de qualquer jeito e também prestes a ser desmascarado como homem por trás daquele plano macabro de assustar a esposa, a família toda.

 Foi por isso que ele esperou ela na garagem naquela manhã, decidido a matá-la. A defesa não tentou negar o que aconteceu, tá? O que o advogado fez foi atacar os buracos da investigação e até justo dizer que existiram mesmo buracos ali, tá? O objeto usado para bater na cabeça da Christian nunca foi encontrado. A faca usada também não foi recuperada.

 O advogado insistiu nisso e também que o celular da Christian não tinha sido testado para digitais, nem para DNA e que não dava para cravar uma coisa que nem se deram ao trabalho de procurar. Apontou que os exames de DNA feitos no peito da vítima também não acharam material genético do marido, que não tinha sangue nenhum no carro.

 Pra defesa, faltava a prova física que ligasse as mãos daquele homem ao corpo da esposa. O Júri ouviu os dois lábios por mais de duas semanas, deliberou por cerca de um dia e meio e voltou com a palavra que foi repetida quatro vezes: culpado. Homicídio em primeiro grau, perseguição com sofrimento emocional extremo, perseguição com ameaça e comunicação repetida e falsidade de identidade.

 que ele tinha de fato roubado a identidade do cara lá de Utá, que foi namorado da Cristian, para fantasiar tudo isso. A juíza aplicou a pena que esse tipo de condenação carrega lá no Colorado, prisão perpétua sem possibilidade condicional e ainda mais 9 anos e meio somados ali por cima pelas acusações de perseguição e falsidade.

 E aí você acha que condenado com todas aquelas provas digitais empilhadas contra ele, o homem finalmente largou a máscara? Não largou. Nos dias seguintes, a condenação dele, né? Ele continuou fazendo chamadas de vídeos da cadeia pra própria família, jurando que o Juri tinha sido, eh, sei lá, ludibriado, que tinha errado, que nunca tinha apresentado uma prova concreta de [música] verdade e que o assassino real continuava solta.

 Tanto que os filhos precisavam sair do Colorado porque podiam ser os próximos alvos. continuou mentindo pra mesma família que ele já tinha enganado por meses. Até que o próprio irmão dele, numa dessas ligações foi honesto. Disse que o apoio da família estava acabando, que por mais que todo mundo quisesse acreditar nele, tinha vindo à tona coisa demais e que parte daquilo era impossível de explicar e ignorar, por mais criativo que ele tentasse ser.

 E diante de tudo isso, fica uma pergunta pendurada nesse caso. E ela é bem incômoda. A polícia sabia o nome do tal perseguidor, não é? Sabia o endereço lá em UT? Crristian tinha entregue tudo numa bandeja com ajuda de um investigador particular que ela pagou do próprio bolso. E o detetive do estado escolheu esperar para juntar provas, fazer do jeito certo, entre aspas, para não estragar o caso na hora de prender o cara.

 Só que o homem utá era inocente, como a gente viu. E essa virada deveria ter acontecido muito antes. Talvez isso pudesse ter salvado a vida da Christian. O detetive que cuidou do caso diz que ele carrega isso até hoje, que o caso assombra, que se ele pudesse voltar no tempo faria diferente. 11 dias antes do Natal, na garagem da casa do casal, o marido ficou escondido esperando a esposa voltar de levar os filhos deles pra escola para tirar a vida dela.

 Haja sangue frio e ruim, não é? Muita maldade. Coitado desses filhos, não é? E a pobre Cristiel, que a vida inteira tinha passado horas e horas numa garagem ao lado do pai, no meio dos carros ali que eles adoravam, que amavam, perdeu a vida numa garagem. Que ironia trágica, não é? Ah, e antes de terminar, tem mais um detalhe desse marido frio, tá? Que eu não contei ainda.

 Uma ex-namorada dele testemunhou no julgamento e disse que ele já tinha feito a mesma coisa com ela décadas atrás. Criou várias identidades falsas para assediá-la. Isso depois do término deles. E a polícia diz que o padrão era o mesmo aí do caso da Cristiel, mas nesse caso aí dessa ex-namorada, ele nunca foi acusado. Mas isso mostra que havia um método ali na cabeça dele, não é? Bizarro demais.

 Mas eu quero saber o que que você achou disso tudo. Conta aqui para mim, verifique sua inscrição no canal, se torne membro, se puder me ajuda muito e não esquece o seu like, combinados? Mais uma vez, obrigado pela sua companhia, um beijo do ruivo e até o próximo episódio.