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A Viagem da Morte: O Crime Sádico em que um Pai Forçou o Filho a Ver o Enterro da Própria Mãe!

A Viagem da Morte: O Crime Sádico em que um Pai Forçou o Filho a Ver o Enterro da Própria Mãe!

Esse cara raptou a ex-mulher junto com a atual namorada dele. Atravessou três países de carro com essas duas mulheres, mais duas crianças, filhos dele, um com cada uma dessas mulheres. Aí depois ele matou as duas mulheres, enterrou os corpos em Portugal e tudo isso agora em 2026.

 E o jeito como ele foi pego num acaso, digamos, acabou gerando uma forte tensão entre a justiça portuguesa e a francesa. Uma briga que ainda não tem uma solução, eu diria, à vista. Mas calma, porque essa história aqui é cheia de detalhes e começou bem antes. Eu sou Marcos Campos e o que torna esse caso aqui complicado não é só o que aconteceu nessa viagem, tá? é também o que aconteceu antes e o que tá acontecendo agora depois.

Antes, porque a própria mulher que ajudou ele a fugir virou uma das vítimas dentro da van, como eu disse depois, porque foi um garoto de 12 anos sentado no banco de trás daquela van, filho do sujeito, que decidiu contar pra polícia portuguesa tudo que ele tinha visto. E é exatamente o depoimento desse garoto que tá no centro da briga jurídica que rola hoje entre Portugal e França sobre onde esse cara aí vai ser julgado e por quanto tempo ele deve ficar preso.

 Mas para conhecer tudo em detalhes, a gente precisa ir aos fatos. Para entender essa história aqui, a gente vai precisar voltar um pouco no tempo, tá? Uns 15 anos para uma região rural lá do sul da França chamada Averron. A Verron fica na França, na região sul, como eu disse, é uma das regiões mais rurais do país, com cidades pequenas, relativamente isoladas.

 Foi para lá que, segundo o jornal francês Ledofin Liberré, foi para lá que um cara chamado Cedric Prison, hoje a garganta vai até inflamar de tanto, mas segura aí. Foi para lá que esse cara se mudou por volta de 2011. O Cedric ou Cedric, é assim que eu vou chamar, era natural de Otgaron, que é a região vizinha ali onde fica Tuzi.

 E ele tinha na altura desses fatos aí uns 20 e poucos anos. E o motivo da mudança era o rugby. Pois é, ele tinha sido contratado por um time daquela área ali para jogar, mas o rugby não era a profissão principal, tá? O Cedric pertencia também a Jandarmerie Nacional, que é a polícia francesa aí que funciona como uma espécie de polícia militar, com atuações aí nas zonas rurais, nas estradas.

 E essa era a profissão oficial, digamos, dele que ele fazia no dia a dia. E foi nessa fase que ele conheceu, 2011 mais ou menos, que ele conheceu uma mulher chamada Arey Cavalier, uma moradora lá da região. E os dois então começaram namorinho ali, se relacionar e acabaram tendo um filho que recebeu o nome de Hélio. E é a partir dessa fase que as fontes francesas descrevem o início da deterioração do relacionamento, com conflitos frequentes ao longo dos anos, até chegar a um episódio em 2020.

 que decidiu basicamente o destino dos dois na justiça. Bizarro, né? Nasce o filho e começa conflito. Bom, esse episódio aí de 2020 foi uma discussão violenta que aconteceu ali com o casal e os dois acabaram feridos com uma faca. Ele levou algumas facadas no abdómen ela estava com corte na garganta.

 Cada um não, evidentemente, né? Foram ferimentos aí que não corria risco de vida. Cada um então deu uma versão diferente do que tinha acontecido. O Cedric dizia que tinha sido ela quem tentou matar ele e que ele tinha se defendido. Já a Audrey dizia que, na verdade, ele tinha tentado estrangulá-la primeiro e o que ela fez foi pegar uma faca para tentar se defender e escapar.

 O caso foi parar no tribunal francês e no ano seguinte, em 2021 a justiça condenou os dois por violência mútua. Cedric foi condenado a se meses de prisão com pena suspensa, ou seja, não ia pra cadeia. A Audre há 8 meses também com pena suspensa. Os dois saíram do tribunal sem cumprir um dia de prisão efetiva. Só que essa condenação não acalmou a situação, tá? E foi a partir dela que o Cedricou construir uma persona pública que ia marcar o caso inteiro daí paraa frente.

Segundo o jornal francês L Parisian, ele publicou mais de 50 vídeos no YouTube atacando a Audrey, alguns deles citados pela imprensa internacional em que chamava ela de psicopata louca, de mulher amnésica, de facadas protegidas pela justiça e de criminosa amnésica. a quem confiavam o filho dele. Ou seja, ele tava p da vida aí dizendo que a mulher tinha inventado as coisas, que a justiça caiu no golpe dela, né, segundo ele, tá, galera? E que por isso ela teria a guarda do filho.

 Eu diria que estou enxergando um elo dessa corrente de tudo que vai acontecer depois. Mas veja só, o Cedric estava nessa altura aí construindo uma narrativa de pai injustiçado pelo sistema e acusava o tribunal de Rodés de corrupção. Ele fazia parte também de um grupo no Facebook chamado Papá Ancoler, significa pais angados em tradução livre, tá? E em 2023 já ele chegou a fazer greve de fome em frente ao tribunal de Rodés junto com outros pais que diziam ter sido prejudicados em processos de guarda.

Também participou de manifestações em frente à Câmara Municipal lá de Vilfant de Ruerk, uma cidade a cerca de 15 km de onde a Audrey morava. Tudo isso é fato documentado, tá, pela imprensa francesa. E tudo isso vai entrar como pano de fundo na decisão dele de fazer o que ele fez em março de 2026.

 Agora, já do lado da Audrey, a vida tava um caminho, tomando um caminho, melhor dizendo, oposto, tá? Por causa da intensidade da perseguição que ela tava sofrendo aí, ela tinha sido oficialmente classificada pelo sistema francês como vítima de violência doméstica continuada. tinha um dispositivo de proteção já para emergência descrito por diferentes fontes como botão de pânico ou telefone de emergência e era acompanhado pelos serviços sociais de proteção à criança.

Ou seja, o caso dela estava no radar do sistema de proteção francês com todo o aparato que o sistema podia oferecer. E mesmo assim a sensação dela e da família dela, segundo entrevistas dadas pela mãe da Audrey, a imprensa francesa, não é? era que isso não era suficiente. Primeira escalada concreta veio em 2021, embora algumas fontes posteriores datem o episódio em 2022.

 Seja como for, o que aconteceu é quando Cedric, em uma das visitas que tinha direito de fazer ao filho, em vez de devolver a criança no horário combinado, simplesmente pegou o hélio, atravessou a fronteira com a Espanha de carro e ficou lá escondido com o garoto por algumas semanas. A justiça francesa então abriu uma busca, localizou os dois e em 2022 o Cedric foi condenado a 9 meses de prisão por esse rapto, cumpriu a pena no centro de detenção de Rodés, na própria Ave e foi libertado em outubro do ano passado, ou seja, outubro de 2025, há 5 meses do que

viria a acontecer em Portugal. Aqui está, evidentemente, mais um elo dessa corrente criminal, não é? A coisa parece que vai se montando bem diante da nossa fuça, não é? Quem ajudou Cedric a sequestrar o próprio filho paraa Espanha não foi um cúmplice qualquer, tá? foi uma mulher chamada Angela Legobian, que era a namorada nova do Cedric essa altura dos fatos e que inclusive respondeu em tribunal francês pela participação dela no rapto.

 Quer dizer, ócriminal junto com ele antes mesmo do caso de 2026. Agora, quando Cedric saiu de Rodz em outubro de 2025, ele e a Ângela já tinham juntos uma filha bebê, tá? uma menininha chamada Giúlia, nascida em um algum momento ali entre 2024 e 2025 e que em março de 2026 tinha 1 ano e meio quando tudo que aconteceu no caso que eu vou contar a partir de agora se deu, não é? Mas antes de seguir aqui, fazendo um resumo básico dessa parte, o que nós temos é o casal que se casou teve um filho.

 Em algum momento a relação, né, foi pro brejo, começaram as discussões, os dois se esfaquearam, né, receberam ali penas que não cumpriram. O negócio começou, o marido começou a perseguir a mulher porque ela aparentemente ficou com a guarda do filho deles e ele queria a guarda. E esse foi o motivo, né, da desavença ter se iniciado.

 E isso aí se desenrolou por 4, 5 anos até que o homem se arrumou com uma outra mulher, aí casou, namorava, não sei, acabaram tendo um filho também. Essa mulher virou cúmplice desse homem na tormenta que ele tinha na cabeça, né, de perseguir a ex por causa do filho que ele tinha com a ex. E todo o embrolho começou a se formar.

 Para vocês terem uma ideia da complexidade desse caso, tá? Mas o que vem a seguir agora é Digno de filme. A data que marca o início do caso, que a gente vai conhecer agora é 20 de março de 2026, tá? uma sexta-feira lá em Averron. Segundo a reconstituição feita pelo jornal Notícias ao Minuto, a partir das fontes da investigação francesa, o rapto começou entre a noite do dia 19 e a madrugada do dia 20 na casa, onde a Audrey vivia com o Hélio, filho dela, também do Cedric Sangrá, que fica na comuna de Vaiur.

 E quando a polícia francesa entrou na casa depois de receber a notícia do desaparecimento, encontrou indícios claros de que ela tinha saído da casa a força em estado de pressa. Porque, por exemplo, a ducha, né, o chuveiro estava ligado, vários objetos estavam revirados ali no chão e o carro da própria Audrey foi encontrado depois a cerca de 5 km da casa, estacionado ali numa estrada secundária qualquer, o que fez a polícia francesa supor que ela pode ter sido atraída para fora de casa sob algum pretexto ou alguma ameaça antes do rapto

se concretizar, digamos. No mesmo dia, então, na mesma região ali, a Ângela, a atual namorada do Cedric, também foi vista pela última vez. Quer dizer, as duas mulheres, a ex e a atual, desapareceram juntas no mesmo dia, no mesmo entorno geográfico. Em algum momento dessas primeiras horas, elas estavam todas dentro do mesmo carro, junto com o Hélio, de 12 anos, e também a pequena Júlia, de 1 ano e meio.

 Cinco pessoas ao todo dentro daquela van, sendo duas vítimas, dois agressores, Cedric e a atual namorada. Então, seriam agressores ou um agressor e outra vítima também. Enfim, duas vítimas ali do objeto do sequestro, que é a Audrey e o Hélio, e também a menininha Júlia, que tava ali com um ano e meio sem nem saber a doideira que os pais estavam fazendo.

O que se sabe é que esse homem dirigiu por muitas horas com essas pessoas dentro da van. Segundo consta, foram mais de 100 km desde Averron até o norte de Portugal. Saíram da França paraa Espanha, atravessaram a Espanha, entraram em Portugal pela fronteira e foram subindo até chegar no distrito de Bragança, lá no canto nordeste de Portugal.

 Para dar uma referência de distância, galera, 100 km é mais ou menos equivalente a de São Paulo ir até Brasília de carro, por exemplo. Só que em vez de paisagem brasileira eram três países europeus em sequência. Assim, em algum momento desses 100 km, a primeira morte aconteceu em algum ponto dessa viagem, tá? E aqui é importante a gente acompanhar o que o próprio filho contou depois ao Tribunal Português em depoimento para memória futura, tá? uma figura jurídica em que o depoimento da criança fica formalmente registrado para usar no processo, justamente para não

fazer ela passar pelo trauma de depor várias vezes. Ou seja, ela dá um depoimento ali e aquilo fica registrado como prova assim para ser usada depois num outro julgamento. Segundo o relato então do Hélio, do garoto 12 anos, em determinado momento da viagem houve uma discussão entre o pai e a Aldre. E o pai matou a mãe ali mesmo na presença da Ângela e da bebezinha.

 Quer dizer, a Ângela viu a Aldre ser morta e o que veio depois é um dos detalhes mais bizarros, perturbadores do caso. O Cedric obrigou a Ângela a continuar a viagem com o corpo da Audrey ao lado dela dentro da van. Em algum momento desse trecho seguinte, segundo o mesmo depoimento, o grupo avistou um helicóptero fazendo um voo ali a baixa altitude e o Cedric, que já acho que muito noiado, né, pensou que o helicóptero tava procurando por eles, ou seja, como que eles iam descobrir que ele tinha matado a mulher dentro da vana. Enfim, deu uma noia no cara lá,

ele achou que o helicóptero tava procurando por eles. Então ele parou a van, desceu e começou a discutir com a Ângela. Só que o helicóptero não era nem da polícia, era uma aeronave ali de combate a incêndio. Então o medo era completamente enfundado, fruto de alucinação mesmo. Mas digamos que foi um stopim para uma coisa irreversível na mente dele ou deles.

 A Ângela, segundo o que o Hélio contou, pediu para ele se entregar ali mesmo e ameaçou denunciá-lo se ele não fizesse isso. Foi nesse momento que o Cedric matou a Ângela também com mata leão. Na verdade, um estrangulamento, né? provavelmente o mata leão, né? Estrangulamento manual ali no pescoço. As autópsias feitas depois pela polícia portuguesa confirmaram a asfixia como causa da morte das duas vítimas.

 Assim, com as duas mulheres mortas e os dois filhos ainda dentro do carro, o Cedric continuou dirigindo pelo norte de Portugal até chegar a uma serra no distrito de Bragança, chamada Serra da Nogueira, que é uma região ali montanhosa e rural do norte de Portugal. Foi nessa serra aí que ele parou o veículo e enterrou os dois corpos.

 E esse terreno aí, segundo as fontes, era bem arenoso, o que facilitou a escavação. E os corpos não foram colocados no meio da mata fechada. Eles foram enterrados ali a cerca de 10 m de uma estrada. E o que torna esse momento ainda mais perturbador é que o Cedric não fez o teu escondido do filho. Segundo a investigação portuguesa, ele obrigou o Hélio a vigiar os enterros ali no local.

 O garoto de 12 anos foi forçado a presenciar o pai enterrar a mãe e a madrasta. Enfim, né? Até difícil de comentar. Nesse ponto da viagem, o Cedric já tinha matado duas mulheres, enterrado as duas e tinha o filho vivo como testemunha direta de tudo que tinha acontecido e tinha também uma bebezinha de 1 ano e meio dentro do carro.

 E ele carregava ali com ele documentos falsos, uma arma sem registro, 17.000€ 1000€ em dinheiro, ou seja, meio que ele tava preparado para fugir. Só que ao invés de fazer essa atitude da fuga, né, ele simplesmente continuou rodando pelo norte de Portugal por mais quase quatro dias inteiros. Ele ficou rodando ali por várias estradas, comeu, dormiu no próprio veículo e não se sabe ao certo qual era o plano dele naquele momento, se é que ele tinha, não é? Mas no interrogatório posterior, e eu já vou chegar nessa parte aí, tá? Ele deu uma

versão própria pros investigadores sobre o que ele estava tentando fazer. E foi nesse vagar, digamos, né, de quatro dias pelo norte de Portugal, que na noite de terça-feira, 24 de março de 2026, a Vedric apareceu na estrada nacional 102, na zona de Longroiva. Isso no município de Meda, é uma região rural perto da fronteira com a Espanha, tá galera? E foi nessa estrada aí, naquela noite que dois militares da Guarda Nacional Republicana Portuguesa, a GNR, estavam fazendo ali uma operação de fiscalização rodoviária, de rotina, tipo o nosso

comando, sabe? Aí a operação não tinha um alvo específico assim, tipo comando mesmo, vai parando os carros ali e tal, aleatoriamente para checar documento, enfim. Só que com aquele carro ali naquela noite, a parada não terminou em segundos, tá? Eles pararam o carro, que era para ser uma verificação de segundos ali, né? Documento e tal, revelou um negócio bizarro, né? Quando os militares conferiram a documentação apresentada pelo motorista, eles identificaram que a documentação era falsa.

 A partir daí, fizeram revista no veículo e nessa revista foram encontrados uma série de elementos que apontavam para muito mais do que falsificação simples documento. E uma arma de fogo sem licença, várias matrículas de carro guardadas dentro da van. Mais documentos que pareciam falsos. 17.000€ em dinheiro vivo. Assim, os policiais ali, né, detiveram o Cedric, prenderam ele ali mesmo em flagrante delito pelos crimes de falsificação de documentos e detenção ilegal de arma.

Mas o caso ainda tinha duas camadas para aflorar, não é? A primeira, o fato de que havia duas crianças dentro do carro, um rapaz de 12 anos, uma bebezinha sem nenhuma das mães. E a segunda, o resultado da consulta do nome do detido nos sistemas internacionais mostrou que o Cedric estava referenciado ali pelas autoridades francesas como suspeito de crimes graves, incluindo rapto e suspeita de homicídio.

 A GNR então acionou imediatamente a Polícia Judiciária Portuguesa, que é o equivalente lá ou que a gente conhece aqui como polícia federal no Brasil, não é? E segundo o comunicado oficial da GNR, uma análise conjunta entre esse órgão e a Polícia Judiciária apontou para forte possibilidade de um duplo homicídio.

 E no decorrer dessa investigação inicial, foi o filho mais velho do Cedric, o Hélio, quem deu aos investigadores portugueses a informação que faltava, contou o que viu na viagem, contou o que aconteceu com a mãe, com a madrasta e indicou o local exato onde os corpos tinham sido enterrados. A Polícia Judiciária então foi até lá, Serra da Nogueira, né, no distrito de Bragança, encontrou os dois corpos enterrados, exatamente onde o garoto descreveu, a mais ou menos 100 km do local onde a blitz foi feita, onde o pai tinha sido detido ao acaso, digamos, né?

Dois dias depois da detenção, em 26 de março, o Cedric foi conduzido pro primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Vila Nova de Foscoa, no distrito da Guarda, lá em Portugal. A chegada dele ao tribunal da dimensão do impacto que o caso já tinha em Portugal. As medidas de segurança foram reforçados com militares na entrada principal e também na entrada de trás lá do edifício.

 Populares que tinham se reunido ali estavam gritando, né, repetidamente, assassino. O interrogatório durou cerca de 7 horas. O juiz não permitiu que ele desviasse para outros assuntos. E por volta das 10:30 da noite veio a decisão. E é justamente dentro desse interrogatório que o Cedric fez a confissão que nós precisamos para entender a versão dele do caso.

 Ele admitiu ter matado as duas mulheres, mas negou que tivesse premeditado os dois homicídios. Ele disse aos investigadores que o objetivo original do rapto da Audre era forçá-la a assinar um documento dando a guarda do Hélio para ele. Ou seja, o filho que foi, como eu disse, digamos, o estupim de tudo, não é? lá 4, c anos antes.

 E ele diz também que o plano dele depois disso era atravessar Portugal com os filhos para chegar em Marrocos. Pela versão dele, a Audrey ficaria para trás nessa jornada aí viva. Já sobre a Ângela, ele não especificou aos investigadores o que pretendia fazer. Só admitiu que ao chegar em Portugal a situação com a namorada meio que esquentou lá e ele acabou estrangulando ela.

 Essa é a versão do Cedric, tá? Cabe ao Tribunal Português decidir o quanto ela é crível e o quanto ela bate com as evidências materiais e com o depoimento do filho, que é uma testemunha ocular, né? Assim, o juiz português decretou prisão preventiva e o CEDRC foi indiciado por oito crimes diferentes. Sequestro, dois crimes de homicídio, dois crimes de profanação de cadáver, um crime de violência doméstica.

 E esse, tá, não foi contra as duas mulheres, não, tá? foi contra a própria bebezinha, a Júlia, que segundo a acusação, foi vítima de violência doméstica continuada por ter sido arrastada nessa fuga toda, que é uma covardia nojenta, não é? E também o crime de falsificação de documentos e de detenção ilegal de arma. Cedric foi transferido pro estabelecimento prisional da guarda e o juiz ainda determinou que ele fosse proibido de manter qualquer contato com os dois filhos, mesmo por meio de terceiros.

 As duas crianças foram levadas primeiro para uma instituição de acolhimento em Portugal e depois elas foram repatriadas paraa França com a previsão de que ficassem sob tutela do Estado francês até que algum familiar pudesse assumir a guarda. E o cenário mais provável é que acabem ficando separados, porque elas têm famílias maternas diferentes.

 Com o Cedric preso, os corpos encontrados, as crianças repatriadas e o processo português em andamento, parecia que o caso estava encaminhando para um julgamento normal, não é? Mas é aí que entra o nó jurídico que tá causando atrito diplomático entre Portugal e França até hoje, ainda em março agora, a justiça francesa emitiu um mandado de detenção europeu contra o Cedric, que é um instrumento aí legal usado entre os países, né, da União Europeia para um país pedir formalmente pro outro que entregue a pessoa para ser julgada lá. A

França queria julgar o Cedric em solo francês com base na justiça francesa. E os argumentos do lado francês eram fortes. Ele é cidadão francês. As duas vítimas eram cidadãs francesas. O os filhos, né, da que testemunhou tudo é cidadão francês. O rapto começou lá na França e a pena máxima por homicídio qualificado no sistema francês pode chegar a perpétuo.

 E a pena máxima para esse tipo de crime lá em Portugal pode chegar a 25 anos. E o advogado da mãe da Aldrey defendeu publicamente a entrevista que mesmo com os crimes tendo sido praticados em Portugal, seria de bom senso jurídico o Cedric ser julgado na França. Só que em 8 de maio, agora de 2026, o Tribunal da relação de Coimbra em Portugal tomou uma decisão, recusou a executar o mandado europeu.

 A decisão teria sido fundamentada em dois pontos legais previstos na Lei portuguesa de cooperação judiciária. O primeiro é que a lei portuguesa permite recusar a entrega de uma pessoa quando já existe um processo penal pendente lá em Portugal pelos mesmos fatos, não é? E existia, né? Porque o o Ceddric ali, o processo português contra o Ceddric já tava em andamento.

 E o segundo é que a lei também permite recusar a extradição quando o crime em parte ou no todo foi cometido em território nacional. E como os dois homicídios, os dois enterros, a profunação dos cadáveres ocorreram em Portugal, o tribunal entendeu que o caso cabia paraa jurisdição portuguesa. O que essa decisão significa na prática é que o homem que matou duas mulheres francesas e enterrou os corpos lá em Portugal vai ser julgado pelas leis portuguesas sob a pena máxima portuguesa.

 E caso o condenado vai cumprir essa pena aí lá em Portugal e não na França. E o Cedric Prison tem hoje 42 anos. Pena máxima que ele pode pegar no sistema português, como eu disse, é 25 anos. Já no sistema francês, estaria sujeito aí a uma pena potencialmente maior, né? Prisão perpétua. Se ia cumprir perpétua mesmo, já são outros 500, né? Mas o que acontece é que essa questão, né, de Portugal tem deixado a família das vítimas p da vida, né? Porque eles entendem que a pena de lá pode ser pouca pro que ele fez.

 E é nesse ponto aqui que eu quero saber de você. Você acha justo ele ser julgado em Portugal, onde o crime aconteceu, terminou, ou deveria ser enviado paraa França, onde ele e as vítimas nasceram, para responder por pena maior? Comenta aqui embaixo, porque essa é a mesma briga que tá rolando agora entre os dois sistemas judiciais.

E aproveita para deixar o seu like, se inscrever aqui no canal, porque toda semana tem três episódios. Hoje, em meados de maio de 2026, Cedric continua em prisão preventiva no estabelecimento lá da de Portugal. A investigação portuguesa continua aberta em cooperação com as autoridades francesas. A defesa ainda pode tentar recursos, tá? A França pode tentar outros caminhos jurídicos para uma transferência futura.

 Embora depois dessa decisão aí do sistema judicial lá de Coimbra, né, em Portugal, seja meio difícil isso acontecer. O Hélio e a Júlia, as duas crianças, estão na França sobela do estado ainda. E o futuro deles vai depender da posição de familiares maternos diferentes para assumir a guarda de cada um. O certo é que esse caso ainda pode ter muitos capítulos, tá? Mas o que dá para dizer com base no que foi apurado até agora é que a sequência inteira só foi descoberta porque uma blit ao acaso escolheu [música] por aleatoriedade a

van do Cedric paraar ali numa estrada no interior de Portugal. uma noite de março. E porque um garoto corajoso de 12 anos resolveu denunciar tudo que o pai miserável fez, não é? Olha a lambança que esse cara fez, porque ele queria a guarda do filho e que um crime de desinteligência, mais um, né, galera? um crime familiar aí, onde a desinteligência impera, onde pessoas que em algum momento supostamente se amaram a ponto de ter um filho, aí o filho nasce, do nada começa uma discussão, um começa a acusar o outro, se esfaqueiam,

vira uma esbórnia e chega numa situação deplorável dessa, onde quem paga realmente o pato são as duas crianças que agora vão crescer sem as mães e provavelmente sem o pai também, né? porque vai ficar preso, tendo esse peso aí de carregar por toda a formação pessoal dessas dessas duas vítimas, né, crianças, o fato de ter um pai assassino das próprias mães.

 Muito lamentável, né? É isso. Agradeço imensamente sua companhia mais uma vez. Beij do rui. >> [música]