De Modelo Promissora a um Mistério Mortal: A Noite Sem Volta de Ivana Schmid

Certo dia, num luxuoso condomínio residencial em Koala Lumpur, um morador voltou ao seu apartamento e encontrou uma cena impossível de ignorar. A grade da sua varanda estava estilhaçada e entre os destroços de madeira estava o corpo nu de uma jovem que havia caído de vários andares acima. As autoridades disseram que foi um acidente causado por uma noite de festa, álcool e drogas.
Mas com o passar do tempo, detalhes que não faziam sentido começaram a surgir. Uma investigação apressada, evidências contraditórias e a suspeita de que o que aconteceu dentro do apartamento de onde ela caiu poderia estar escondendo algo muito mais sombrio. Quase uma década depois, o mistério permanece.
Meu nome é Lilian e este é o canal Casos Criminais. Sejam todos muito bem-vindos. A tarde de 7 de dezembro de 2017 transcorria normalmente no complexo residencial Cap Square, um dos edifícios de luxo mais exclusivos de qual lumpur na Malásia. Localizado no coração da cidade, o edifício é conhecido por seus apartamentos modernos, suas vistas privilegiadas e por abrigar expatriados e profissionais de alto nível.
Nada indicava que naquele dia o prédio se tornaria palco de um mistério. Por volta das 14:45, um morador do sexto andar retornou ao seu apartamento após ter estado fora por várias horas. Ao se aproximar da varanda, notou que o corrimão de madeira estava completamente quebrado. Lascas e fragmentos estavam espalhados pelo chão, como se algo extremamente pesado tivesse caído sobre ele.
Mas o que ele viu em seguida foi muito mais perturbador. Entre os restos da grade estava o corpo nu de uma jovem mulher. Estava rígido e móvel, com os braços cruzados sobre o peito, numa postura estranha. A cena não fazia sentido. Se alguém tivesse caído do topo do prédio, o normal seria encontrar o corpo em uma posição caótica com os membros estendidos devido ao impacto.
No entanto, aquela posição parecia cuidadosamente arranjada. Em estado de choque, o homem ligou imediatamente para a polícia. Ele explicou que havia saído de seu apartamento por volta das 9:30 da manhã e que ao retornar encontrou a cena. Isso significava que a queda havia acontecido em algum momento durante aquelas 5 horas. Havia outro detalhe.
Uma queda daquela deveria ter causado um estrondo impossível de ignorar. O impacto contra o parapeito, a quebra da madeira e o golpe final contra o chão da varanda. No entanto, quando os investigadores começaram a falar com os vizinhos, ninguém se lembrava de ter ouvido nada. Horas depois, a identidade da vítima foi confirmada.
A jovem encontrada naquela varanda era Ivan Smith, uma modelo de 19 anos. E o que a princípio parecia um acidente logo começaria se transformar em algo mais sombrio. Ivana Ster Smith nasceu em 13 de julho de 1998 em Seatol, uma pequena cidade na Holanda. Ela era a caçula da família, 14 anos mais nova que seu irmão Fred.
Seus pais, Marcel e Hans administravam uma loja de carros usados e descreviam Ivana como uma criança alegre, curiosa e enérgica. Sua família combinava raízes holandesas com ascendência Indonésia chinesa, algo que influenciaria sua aparência e sua carreira de modelo. Desde muito jovem, ela tinha uma personalidade determinada e forte independência.
Quando Ivana tinha apenas três anos, seus avós maternos, com quem ela tinha um laço muito forte, decidiram se mudar para Penangue, uma cidade localizada em uma ilha da Malásia. A separação afetou profundamente a menina. Ivana parou de comer por um tempo porque insistia em ir com eles. Por fim, seus pais tomaram uma decisão difícil, permitir que Ivana se mudasse para morar com os avós.
Ela passou praticamente toda a infância e adolescência lá. Durante seus anos escolares, ela se destacou por sua inteligência e disciplina. Era fluente em holandês, inglês, mandarim e malaio. Também tocava violão e piano e chegou a conquistar a faixa preta em taikondô. No entanto, aos 13 anos, o que realmente lhe chamava atenção era a carreira de modelo.
Sua altura, sua presença diante das câmeras e sua confiança natural chamaram a atenção. Esse interesse se transformou em um objetivo claro, tornar-se uma modelo internacional. Aos 15 anos, ela participou de uma competição e conquistou o segundo lugar, uma conquista significativa para alguém tão jovem. Essa experiência foi o incentivo que ela precisava para levar a carreira de modelo a sério.
No final de 2017, Ivana já havia se mudado para Qual Lumpur, a capital da Malásia. Ali sua carreira começou a tomar forma. Ela assinou o contrato com uma agência e participava regularmente de sessões de fotos, eventos promocionais e desfiles de moda. Ivana parecia progredir de forma constante. Ela começou um relacionamento com um modelo belga chamado Lucas Kammer.
Eles compartilhavam o mesmo meio profissional e se apoiavam enquanto tentavam trilhar seu caminho no competitivo mundo da moda internacional. Ivana estava até se preparando para participar do Top Model Bélgica 2018, um evento que poderia lhe dar muito mais visibilidade na Europa. Mas a vida em Qualalumpur também tinha outro lado.
A cidade era conhecida por sua vibrante vida noturna. Clubes exclusivos, bares em terraços com vistas deslumbrantes e festas onde modelos, empresários e expatriados se misturavam faziam parte desse cenário. Ivana, como muitas outras jovens modelos que trabalhavam na cidade também frequentava esses lugares.
Foi justamente assim que semanas antes de sua morte ela conheceu um casal que acabaria desempenhando um papel central em todo esse mistério, Alexander e Luna Johnson. Ambos eram americanos e moravam no mesmo condomínio onde o corpo de Ivana seria encontrado posteriormente. Alexander, de 44 anos, era um operador de criptomoedas e morava em Qualaal Lumpur há quase uma década.
Luna, de 31 anos, trabalhava na área da educação. Eles tinham uma filha pequena e eram conhecidos por sua vida social ativa na cidade. Entre aqueles que os conheciam, os Johnson, eram vistos como um casal carismático acostumado a organizar encontros e festas. frequentavam círculos sociais de empresários e modelos.
Ivana conheceu o casal em uma festa de Halloween numa boate. Segundo seu próprio relato, Luna se aproximou de Ivana primeiro na pista de dança. As duas começaram a dançar juntas e logo se deram bem. Mais tarde, Alexander recordaria que a personalidade de Ivan o surpreendeu naquela noite. Aliás, eles afirmaram que pensavam que ela tinha por volta de 26 anos e não 18.
Após aquela festa, o contato continuou. Os três começaram a trocar mensagens, a organizar saídas noturnas e a se encontrar em diferentes boates da cidade. Com o passar das semanas, aquele relacionamento casual começou a se estreitar. Pouco mais de um mês antes da tragédia, algo marcaria um novo nível de intimidade entre eles.
Em 4 de novembro de 2017, Alexander e Luna Johnson planejavam passar um fim de semana sem a filha. Aproveitando que a filha estaria sob os cuidados de uma babá, decidiram convidar Ivana para encontrá-los num hotel. Aquela noite marcou uma virada na relação entre os três. Como os próprios Johnson relataram mais tarde, eles compartilharam momentos íntimos durante aquele encontro.
Nas semanas seguintes, continuaram se vendo, participavam de eventos sociais e mantinham contato constante por mensagens. De fora, tudo parecia fazer parte do estilo de vida que envolvia muitos jovens e modelos em Qualumpur. Festas, álcool, música e amizades intensas forjadas em ambientes noturnos. Na noite de 6 de dezembro de 2017, Ivana se encontrou com eles mais uma vez.
Seria a última vez que alguém a ver. Ela compareceu a um evento no Mantra Roftop Bar, um dos locais mais exclusivos de Quala Lumpur. Ivana não estava lá apenas para se divertir. Ela havia sido contratada para uma aparição promocional, um tipo comum de trabalho em que casas noturnas pagam modelos para atrair clientes e dar ao local uma imagem glamorosa.
No início da noite, segundo seu agente, Ivana parecia estar de muito bom humor, dançou e interagiu com a multidão, como costumava fazer. Pouco depois, por volta das 22 horas, Alexander e Luna Johnson chegaram. As câmeras de segurança da boate flagraram os três juntos diversas vezes ao longo da noite.
Eles dançavam, conversavam e pareciam se divertir. Em alguns momentos, Ivana e Luna também foram vistas entrando juntas no banheiro da boate, o que posteriormente levantou suspeitas sobre um possível uso de entorpecentes. A festa continuou por várias horas, mas por volta das 2:15 da manhã do dia 7 de dezembro, Ivana e os Johnson saíram do local e foram para outro ponto badalado, onde comemoravam o aniversário de um amigo de Alexander.
Depois foram para o apartamento do Johnson no 20º andar. Dentro também estava a Babá, que havia cuidado da filha do casal durante a madrugada. Logo após o trio entrar no imóvel, a babá deixou o local. Ivana e Luna sentaram-se no sofá da sala, bebendo e conversando. Segundo seu próprio relato, Alexander foi direto para a cama após a longa noite de festa.
Por volta das 6:30 da manhã, Ivana ligou para o namorado Lucas Kammer. Ela explicou que tinha saído com alguns amigos e que ficaria conversando com uma amiga mais um pouco. Minutos depois, recebeu outra ligação, desta vez de Luna, confirmando que Ivana estava com ela. Lucas achou a ligação estranha, mas imaginou que estivessem apenas se certificando de que estava tudo bem.
Um pouco mais tarde, às 7:24, Ivana enviou a Lucas uma selfie com uma mensagem curta. Lucas achou o tom da mensagem estranho, não era exatamente como Ivana costumava se comunicar. Mesmo assim, ele pensou que ela estava exausta depois de uma longa noite de festa. Enquanto isso, dentro do apartamento, a situação parecia ficar cada vez mais confusa.
Ivana estava muito bêbada naquela manhã. Enquanto Luna se arrumava para levar a filha à escola, Ivana ficou no sofá ouvindo música e bebendo. Por volta das 7:45, Luna saiu do apartamento para levar a menina. Quando voltou, cerca de 30 minutos depois, encontrou Ivana na cama, ao lado de Alexander, que ainda dormia.
O que aconteceu dentro daquele apartamento nas horas seguintes se tornaria um dos pontos mais controversos de toda a investigação. Alexander e Luna Johnson logo se tornaram peças chaves no quebra-cabeça. Não só foram as últimas pessoas vistas com Ivana, como também moravam no apartamento de onde ela aparentemente havia caído. Quando Alexander e Luna Johnson foram presos naquele mesmo dia, não foi pela morte de Vana.
Na Malásia, as leis antidrogas são extremamente rigorosas e a polícia decidiu prendê-lo sob suspeita de uso de substâncias ilícitas, um crime que pode acarretar penas muito severas no país. O primeiro teste a que foram submetidos deu positivo. No entanto, os Johnson solicitaram o segundo teste e desta vez o resultado foi negativo. Essa discrepância levantou suspeitas, pois não estava claro porque o teste foi repetido ou o que havia acontecido entre os dois testes.
Enquanto eles permaneciam sob custódia, algo ainda mais preocupante ocorreu. O casal foi autorizado a fazer um telefonema para pedir que a empregada doméstica fosse ao apartamento. Quando a mulher chegou, limpou parte do apartamento, removendo objetos e fragmentos de uma garrafa de cidra, que poderiam ter sido provas importantes para a investigação.
Isso significava que uma possível cena do crime havia sido alterada antes que os investigadores pudessem realizar uma análise forense completa. As irregularidades não pararam por aí. As fotografias tiradas pela polícia no local onde o corpo foi encontrado foram criticadas por serem insuficientes. Havia apenas algumas imagens de certos ângulos, o que dificultava a reconstrução precisa do ocorrido.
Apesar de todas essas dúvidas, a investigação tomou um rumo surpreendente. Dois patologistas malaios concluíram que os ferimentos de Ivana eram compatíveis com uma queda de grande altura. Com base nesse relatório, as autoridades declararam que não havia indícios de crime. O caso foi classificado como morte acidental e o mais chocante foi a rapidez com que tudo aconteceu.
A investigação foi praticamente encerrada em um único dia. Para os detetives, a explicação era simples. Uma jovem modelo, uma longa noite de festa, álcool, drogas e uma queda de uma varanda. Mas para a família de Ivana, essa conclusão estava longe de ser convincente. Ao chegarem à cola lumpur, para recuperar o corpo, o que encontraram apenas aumentou suas suspeitas.
Os pais dela, Marcel e Hans esperavam respostas claras sobre o que havia acontecido, mas em vez disso, depararam-se com uma situação que parecia profundamente atípica. Nesse momento, as autoridades pediram que assinassem um documento, reconhecendo que a morte de Ivana foi um acidente. Só então poderiam levar o corpo da filha. A família recusou.
Quando finalmente viram o corpo, notaram algo que os perturbou ainda mais. Ivana tinha hematomas nos braços e nas pernas, que, na opinião deles, não pareciam compatíveis com a queda de uma varanda. Convencidos de que algo estava errado, decidiram levar o corpo para Holanda para uma segunda autópsia independente. O exame foi conduzido por um renomado patologista forense.
Suas conclusões diferiam significativamente do relatório malaio. De acordo com sua análise, Ivana sofreu um traumatismo craniano grave que poderia ter ocorrido antes da queda. Além disso, outros elementos pareciam difíceis de conciliar com o acidente. Um dos mais perturbadores era a posição do corpo. Ivana foi encontrada com os braços cruzados sobre o peito, uma postura muito incomum para alguém que cai de uma grande altura.
Na maioria das quedas, o corpo reage instintivamente, tentando se proteger do impacto. Havia também outro detalhe importante. Pouco sangue foi encontrado no local, o que poderia indicar que o coração já havia parado de bater no momento do impacto. Até mesmo os primeiros sinais de rigor mortes pareciam ter começado antes da queda.
Se essa interpretação estivesse correta, a implicação seria arrepiante. Ivana já poderia estar sem vida quando seu corpo caiu do prédio. O relatório também revelou outro detalhe significativo. DNA masculino foi encontrado sob as unhas de Ivana e dentro de seu corpo, posteriormente identificado como pertencente a Alexander Johnson.

Somando-se a tudo isso, havia outro elemento estranho, o projeto da varanda do 20º andar. O apartamento tinha um parapeito relativamente alto e um aparelho de ar condicionado na beirada, o que tornava difícil imaginar que alguém, mesmo sob o efeito de álcool ou drogas, pudesse simplesmente cair por acidente. Para a família de Ivana, a conclusão era inevitável.
Algo terrível havia acontecido dentro daquele apartamento. E a queda do prédio poderia ter sido apenas o capítulo mais recente de uma história muito mais sombria. Em julho de 2018, uma investigação forense foi iniciada para revisar o caso. Ainda não era um julgamento criminal, mas permitiu um reexame das evidências e dos depoimentos de várias testemunhas.
Durante essas audiências, surgiram novos elementos que aumentaram as dúvidas. Um morador do 14º andar, identificado como Tang, testemunhou que houvi um estrondo alto por volta das 10 horas da manhã, como se algo pesado tivesse atingido uma superfície. No entanto, quando olhou pela janela, não viu nada de anormal.
Um funcionário do prédio também prestou um depoimento que contradisse parcialmente a versão dos Johnson. Segundo ele, quando Ivana entrou no prédio naquela manhã, ela parecia estar em um estado alterado, o que levantou questões sobre seu estado físico nas horas que antecederam a tragédia. Peritos forenses também apresentaram conclusões opostas.
Um dos patologistas malaios argumentou que Ivana provavelmente ainda estava viva quando caiu, com base em certas lesões internas. No entanto, o juiz acabou rejeitando essa interpretação porque não foi sustentada por provas conclusivas. Enquanto isso, o patologista holandês interveio novamente por videoconferência e reafirmou sua posição.
Diversos indícios sugeriam que algumas lesões haviam ocorrido antes da queda. Um desenvolvimento chocante nessa investigação ocorreu quando uma policial fez uma revelação inesperada. De acordo com seu depoimento, seu superior e identificado como Faisal, havia ordenado que ela começasse a tratar o caso como um acidente, mesmo quando expressou dúvidas sobre essa conclusão.
A policial comparou trabalhar sob suas ordens como um inferno na Terra, insinuando que havia uma pressão intensa para encerrar o caso rapidamente. Apesar de todas essas controvérsias, em 14 de setembro de 2018, o juiz concluiu que a morte de Ivana havia sido um acidente, atribuindo-a ao uso de álcool e drogas.
A reação da família foi imediata. Para eles, aquela decisão foi uma farsa. Convencidos de que a investigação havia sido falha desde o início, eles decidiram continuar pressionando para que o caso fosse revisado novamente. Em março de 2019, uma reviravolta inesperada finalmente aconteceu. A Suprema Corte da Malásia anulou a conclusão anterior de que a morte de Ivan havia sido um acidente.
O tribunal observou que a investigação inicial ignorou elementos importantes e que alguns dos ferimentos da jovem poderiam ter ocorrido antes da queda. Pela primeira vez desde a morte de Ivana, as autoridades reconheceram oficialmente que o caso não estava totalmente esclarecido. Como resultado, Alexander e Luna Johnson foram formalmente nomeados como suspeitos, mas havia um problema.
Naquela altura, o casal já não se encontrava na Malásia. Pouco depois da morte de Ivana, ambos deixaram o país e regressaram aos Estados Unidos, onde se estabeleceram em Miami, na Flórida. Com os principais suspeitos vivendo nos Estados Unidos e recusando-se a cooperar, as autoridades malaias recorreram a uma ferramenta internacional.
Em 2020, foi emitido um alerta azul da Interpol para localizar oficialmente Alexander e Luna. Esse tipo de alerta não implica em um mandado de prisão imediato, mas permite que as autoridades de diferentes países compartilhem informações sobre o paradeiro de pessoas ligadas a uma investigação criminal. Mesmo assim, localizar o casal não era o maior obstáculo.
O verdadeiro problema era a extradição. Mesmo que a Malásia decidisse apresentar acusações formais, levar os Johnson dos Estados Unidos para um tribunal malaio seria um processo complexo e demorado. Ao longo dos anos, o caso de Ivana se tornou um dos mistérios criminais mais comentados envolvendo expatriados na Malásia. A família continuou a pressionar as autoridades.
Em 2023, eles apelaram diretamente ao primeiro ministro da Malásia, solicitando apoio político para reabrir a investigação criminal e revisar as irregularidades no caso. Mas o desenvolvimento mais significativo ocorreria no ano seguinte. Em 2024, os pais de Ivana entraram como ação civil contra o governo da Malásia, o inspetorgeral da polícia e o Ministério do Interior. A acusação era muito séria.
Eles alegavam que as autoridades haviam lidado com o caso de forma negligente. As autoridades não conseguiram isolar adequadamente a cena do crime, encerraram a investigação muito rapidamente e não analisaram adequadamente as evidências disponíveis. Em 28 de agosto de 2024, o governo da Malásia propôs resolver o caso por meio de mediação.
A família estava disposta a ouvir desde que o processo fosse conduzido de boa fé. No entanto, as negociações terminaram em fracasso. Finalmente, o julgamento foi agendado para 30 de outubro de 2024, mas não aconteceu. O Tribunal Superior de Quala Lumpur concluiu que a investigação policial sobre a morte de Ivana havia sido negligente.
Para os pais de Ivana, esta foi a confirmação oficial do que eles vinham denunciando há anos. Como resultado, o tribunal ordenou que o governo e a polícia da Malásia pagassem aproximadamente R$ 1.400.000 R000 em indenização à família pelo mau gerenciamento do caso. Mas a decisão incluiu algo ainda mais importante. O tribunal também ordenou a reabertura da investigação sobre a morte de Ivana.
Após quase 8 anos, o caso estava oficialmente de volta às mãos dos investigadores. Além disso, a polícia foi obrigada a entregar relatórios periódicos à promotoria sobre o andamento das novas investigações. Para a família, foi uma vitória moral. No entanto, a história tomou outro rumo alguns meses depois.
Em novembro de 2025, o governo da Malásia entrou com recurso contra a decisão. O Tribunal de Apelações concordou em revisar o caso e permitiu que o pagamento de indenização fosse temporariamente suspenso enquanto o processo legal continua. Isso significa que até hoje o caso de Ivan Smith permanece em aberto. Quase uma década depois daquela manhã em que tudo aconteceu, a pergunta permanece a mesma.
o que realmente aconteceu dentro do apartamento do 20º andar. Deixe sua opinião nos comentários. Se você gostou deste vídeo, inscreva-se no canal e deixe um like. Isso nos ajuda muito a continuar produzindo mais vídeos e contando esse tipo de história real. Obrigada por assistir até aqui. Nos vemos no próximo vídeo.